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Um grupo de 14 cidades europeias, entre elas Faro, lançou ontem o projeto “Europe at Home”, que visa retratar a quarentena forçada pela pandemia de covid-19 em fotografias e textos em várias áreas da União Europeia, anunciou a organização.

A cidade de Faro, candidata a Capital Europeia da Cultura em 2027, foi a dinamizadora do projeto, que conta com um fotógrafo e um escritor em cada cidade, num total de 28 artistas, a produzir imagens e textos sobre a vida durante o período da quarentena que a pandemia de covid-19 obrigou a população europeia a respeitar, explicou o representante da localidade portuguesa.

Bruno Inácio, que representou a candidatura de Faro a Capital Europeia da Cultura (Faro2027) na conferência de imprensa de imprensa por teleconferência que hoje fez a apresentação do projeto, adiantou que o trabalho de cada artista na sua cidade é também valorizado no ‘site’ (www.europeathome.eu), que agrupa as 14 cidades aderentes.

“O apoio de Kaunas foi muito importante”, salientou Bruno Inácio sobre a cidade da Lituânia, Capital Europeia da Cultura em 2022, onde o trabalho realizado inicialmente pela fotógrafa Gabija Vainiutė serviu de inspiração para Faro iniciar os contactos e o trabalho para alargar o que tinha feito localmente, com o fotógrafo Vasco Célio e o escritor Sandro William Junqueira, a outros parceiros europeus.

Além de Faro e Kaunas, participam no projeto outras cidades europeias com ligação passada, presente ou futura com a Capital Europeia da Cultura, como Bodo (Noruega), Chemnitz (Alemanha), Esche-Sur-Alzette (Luxemburgo), Leeuwarden (Holanda), Novid Sad (Sérvia), Oulu (Finlândia), Piran (Eslovénia), Plovdiv (Bulgária), San Sebastian (Espanha), Tartu (Estónia), La Valletta (Malta) e Veszprém (Hungria).

“Esta rede respondeu rápido e muito bem e a verdade é que já temos mais cidades interessadas em integrar o projeto. Depois de lançarmos o projeto com estas 14 cidades, vamos abrir o projeto à adesão de novas localidades na Europa”, afirmou Bruno Inácio.

O mesmo responsável explicou que a ideia inicial foi “convidar as cidades” para estas depois “escolherem um fotógrafo e um escritor” para se debruçarem e refletirem sobre como está a ser a vida durante este período de quarentena por toda a Europa.

“Temos trabalhos realmente diferentes, uns mais artísticos outros mais baseados na realidade”, considerou Bruno Inácio, sublinhando que, entre os 28 artistas, “há pessoas jovens, a mais nova tem 19 anos, e pessoas mais experientes, há jornalistas, fotógrafos, músicos e escritores”.

Os trabalhos escritos contêm “visões mais pessoais, outros questionam o futuro e outros refletem esperança”, acrescentou, frisando que “não tem de haver relação direta entre imagem e texto” e “não se especificou que tipo de fotografias deviam ser feitas”.

O projeto mostra assim que, apesar das diferenças existentes entre países, “há similaridades” entre todos e a “cultura pode unir” as pessoas e ser uma fonte de inspiração e esperança em tempos de dificuldade, defendeu.

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