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Uma escola básica na freguesia de Montenegro com cerca de 40 alunos está sem aulas, depois de um muro ter cedido devido à chuva, e há estabelecimentos comerciais na cidade que ainda não reabriram.

Em Faro a quantidade de precipitação registada entre as 08:00 e as 10:00 foi de 78 milímetros, valor quatro vezes superior ao valor médio para o mês de maio (20 milímetros) refere o Instituto de Meteorologia no seu site.

Ao longo do dia os Bombeiros de Faro receberam 128 pedidos de ajuda, na sua maioria relativos a pequenas inundações, tendo a situação mais preocupante sido o esvaziamento de uma garagem onde se supunha estar uma pessoa.

Depois de várias ruas terem estado intransitáveis devido à água acumulada, hoje os bombeiros estão concentrados em ações de limpeza pela cidade, disse à Lusa o comandante da Força Operacional Conjunta (FOCON) dos Bombeiros de Faro.

"A maior parte do trabalho foi logo feita na quarta-feira, hoje estamos em fase de rescaldo, a proceder a algumas limpezas em locais onde a água já não ultrapassa os dez centímetros", referiu.

Apesar de já não haver praticamente água a inundar o espaço, o proprietário do restaurante "Francesinhas do Norte", na Rua de São Luís, ainda não conseguiu ter tudo em ordem para reabrir o estabelecimento.

A chuva causou sobretudo estragos nas máquinas e no balcão do restaurante, onde a água chegou a atingir os 70 centímetros de altura, conta Mário Freitas, que avalia os prejuízos em quatro ou cinco mil euros.

Com a casa aberta há cerca de seis meses, diz não possuir seguro "por causa da crise" e reza para que as máquinas voltem todas a funcionar para não ter que suportar tanto prejuízo.

O restaurante situa-se na Rua de São Luís, uma das artérias da cidade mais afetadas pela intempérie e onde se situa a garagem onde durante cerca de doze horas os bombeiros procuraram uma vítima, o que não se confirmou.

Já em Montenegro, nos arredores de Faro, a Escola EB 1 de Marchil também está hoje sem alunos não se prevendo quando possa reabrir, uma vez que a chuva fez ceder um muro da escola, que está sem portão.

Uma funcionária contou à Lusa que o interior da escola não foi afetado pela intensa chuva, mas o portão teve que ser retirado para ser arranjado devido à queda do muro que ladeia o estabelecimento.

Lusa

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