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Enquadrada na iniciativa da Comissão Europeia “Pacto dos Autarcas”, à qual Faro aderiu em novembro de 2011, esta ação compromete-se a criar uma estratégia em prol da energia e do desenvolvimento sustentável.

O “Pacto dos Autarcas” é composto por mais de 3 mil municípios a nível mundial, entre os quais algumas das grandes cidades europeias. Neste pacto, os municípios comprometem-se a reduzir pelo menos até 20% as emissões de CO2, a elaborar um plano de ação sustentável e realizar várias ações que levem à utilização de energias renováveis e promotoras de um desenvolvimento energético equilibrado.

Grande parte dos gastos em energia provém do setor doméstico, acabando por se refletir numa “fatura de energia muito pesada para as famílias”, mas não só já que, segundo o presidente Macário Correia, em Faro gastam-se “cerca de 2 milhões de euros em iluminação pública”. Assim, para José Oliveira, membro da direção da AREAL (Agência Regional de Energia e Ambiente do Algarve) “temos que aprender a consumir melhor, e a consumir melhor consumimos menos”.

O objetivo passa por tornar a cidade mais eficiente, apostando em medidas como renovação de equipamentos não só domésticos mas também públicos, iluminação eficiente, certificação de edifícios, conversão para gás natural e uma aposta na energia solar.

No entanto, segundo Marcos Nogueira da IrRadiare Lda, estas medidas não podem competir apenas à autarquia, o investimento passa por uma cooperação privada, pública e social para conseguir que os projetos sejam quantificados e assim se atinja os 20%.“O que se pretende é que existam parceiros que estejam dispostos a investir, uma vez que o município não tem capacidade para o fazer”, referiu o responsável.

Assim, a principal meta é trazer mais investimento e tornar o município mais atrativo a nível de eficiência energética, de modo a tornar possível a redução, não só das emissões de CO2, mas também do consumo e da fatura energética.

Liliana Lourencinho

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