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O Santuário de Fátima anunciou hoje que a peregrinação internacional que assinala anualmente o 13 de maio vai decorrer este ano sem a presença de assembleia, devido à pandemia de Covid-19.

“É com muita dor e tristeza de alma e coração, mas também com grande sentido de responsabilidade que neste momento comunico que o Santuário de Fátima irá celebrar a Grande Peregrinação Internacional Aniversária de maio sem peregrinos fisicamente presentes, sem a presença física de peregrinos, como tem sido habitual”, refere D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, numa mensagem em vídeo, enviada à Agência ECCLESIA.

O cardeal sublinha que a decisão de suspender esta peregrinação de maio nos moldes habituais é “um ato de responsabilidade pastoral e também um profundo ato de fé”.

“Comunico-o com o coração em lágrimas, porque sei da importância deste momento, em particular para tantos milhares de peregrinos que aqui vêm em busca de um alimento, de conforto e de paz para o ano inteiro”, acrescenta.

As principais celebrações na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima vão ser presididas por D. António Marto e transmitidas pelos meios de comunicação social e digital.

A decisão do Santuário surge no contexto da “situação de emergência que o país e o mundo atravessam”, devido à pandemia provocada pela Covid-19.

“Peço a todos que compreendam que, em virtude da pandemia e da necessidade de evitar a propagação do vírus, esta é a única decisão sensata e responsável que poderíamos tomar. Não podemos correr riscos! Não podíamos de modo algum permitir que o nosso Santuário se tornasse centro ou foco de contágio para o país e para o mundo”, assinala D. António Marto.

O cardeal português sublinha que o santuário nacional estará “vazio, mas não deserto”, nos dias em que habitualmente congrega dezenas de milhares de pessoas, de vários países.

“Ainda que separados fisicamente, estaremos todos aqui espiritualmente unidos como Igreja com Maria, de modo intenso, com o coração cheio de fé” refere o bispo de Leiria-Fátima.

Segundo o Santuário de Fátima, tiveram de cancelar a sua peregrinação mais de 180 grupos inscritos até ao início desta pandemia.

“Não se peregrina só a pé e com os pés ou com a deslocação física. Também se peregrina com a mente e o coração, quer dizer, fazendo uma peregrinação interior na busca de luz e de verdade, de regeneração e de cura, de conforto espiritual e de paz, no encontro do peregrino consigo mesmo, com a Mãe celeste e com o mistério de Deus, para continuar a caminhar com a força da esperança”, indica D. António Marto.

O responsável católico deixa um apelo à oração por todos os que são afetados pela propagação do novo coronavírus, “pelas vítimas diretas e indiretas da pandemia, pelos cuidadores, pelos mortos e pelos familiares em luto, pelos políticos, para que saibam tomar as melhores decisões”.

A peregrinação internacional de maio tinha como presidente convidado o cardeal D. Sérgio Rocha, arcebispo de São Salvador da Bahia, primaz do Brasil.

Ecclesia

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