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Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara algarvia, António Eusébio, disse que este ano o evento também irá contribuir para o apoio pós-incêndio, à semelhança do ano passado, quando a Feira da Serra se realizou logo após o fogo e as receitas reverteram para ajuda à população afetada.

“Este ano também vai ter essa vertente. Temos uma percentagem dos bilhetes das entradas que será destinada, não para o âmbito solidário, mas para limpeza de mato e para a defesa da floresta, nomeadamente na envolvente das habitações da nossa terra, numa vertente da proteção civil e da segurança das pessoas, para que não se volte a repetir o flagelo que aconteceu no ano passado, também por esta altura, e que se minimizem esses danos”, afirmou.

António Eusébio frisou que, ao longo do último ano, já foram reconstruídas sete das habitações ardidas e quando são entregues as pessoas afetadas ficam com “um novo ânimo”.

“Este ano, o destaque em termos de produção de produtos é para a amêndoa, que é um produto do barrocal, e que irá estar presente nos vários stands”, disse o autarca, acrescentando que pode ser apreciada gastronomia e doçaria feita com este fruto seco.

A Feira da Serra é um evento de promoção do concelho e do que melhor nele se faz, nomeadamente de “tudo o que é genuíno, tradicional e património cultural e humano”, sendo “uma feira de sons, sabores e saberes, porque liga os saberes do passado aos produtos atuais e à inovação que é preciso ter para continuar a promover o interior do Algarve e o que de melhor ele tem”, disse ainda António Eusébio.

O investimento da Câmara ronda os 130 mil euros, acrescentou o autarca, sublinhando que os visitantes nas últimas edições rondaram os 20 mil e “tudo o que andar perto desse número, dos 17 mil para cima, já é bom”.

A feira começa na sexta-feira e termina no domingo. As entradas custam 3,5 euros para um dia, sete euros para os três dias e 10,5 euros para uma família de quatro pessoas por dia.

Lusa

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