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Foto © Samuel Mendonça
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Porque os mais pobres também têm o direito de escolher as roupas, sapatos e acessórios que vestem, calçam e usam, a comunidade de São Paulo da paróquia de São Pedro de Faro promoveu no passado sábado uma “Feira Solidária”.

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Aquela comunidade da zona do Patacão apoia cerca de 37 famílias carenciadas, num total de 89 pessoas, muitas delas desempregadas (sendo que nalguns casos estão nessa situação marido e mulher), outras incapacitadas de trabalhar por invalidez e outras ainda idosas que recebem reformas muito baixas.

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Sílvia Manhita, uma das responsáveis da comunidade católica, explica ao Folha do Domingo que ideia para a “Feira Solidária”, realizada junto ao convento carmelita que apoia a comunidade nas suas celebrações, surgiu através do Facebook, com a divulgação de uma iniciativa idêntica, realizada por um grupo de cidadãos que se juntaram para apoiar os sem-abrigo da sua cidade nos EUA. “Porque temos tendência a doar aquilo que nós gostamos e aquilo que nós usaríamos, estávamos, provavelmente, a doar muitas coisas que não eram do gosto das próprias pessoas que as iriam usar”, explicou, justificando o que levou a querer imitar a iniciativa americana.

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No sábado, cada elemento das famílias apoiadas trouxe o cartão que lhe foi entregue na última visita ao domicílio e que dava direito a escolher oito peças expostas, exceto os brinquedos que podiam levar sem limitação. Para além destes e de roupa, calçado e assessórios de homem, senhora e criança que puderam até experimentar nos provadores improvisados para o efeito, a “feira” incluiu também material didático, material escolar, lençóis, cobertores e louça, quase tudo em segunda mão e doado pelas famílias das crianças e jovens que frequentam a catequese daquela comunidade. “Fizemos uma vez o apelo e isso bastou”, conta Sílvia Manhita, lembrando que já este ano a comunidade de São Paulo fez chegar “quatro carrinhas cheias de roupa” aos Bombeiros Sapadores de Faro, material que foi enviado para Cabo Verde, para a população afetada com a erupção do vulcão da Ilha do Fogo.

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Aquela responsável refere ainda haver lojas que contribuem com a doação de vestuário e sapatos novos.

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A voluntária garantia no sábado que esta primeira edição da “Feira Solidária” estava a “superar as expectativas”. “Inicialmente, interrogámo-nos se a iniciativa iria ser bem aceite porque há sempre a questão da vergonha. Tivemos três ou quatro famílias que não quiseram vir e que continuarão a ser assistidas no domicílio”, testemunha, acrescentando que a boa aceitação por parte da maioria levará a que se repita a iniciativa no início da próxima estação Primavera/Verão. “Estamos também a pensar pedir autorização à autarquia para fazer o mesmo na cidade de Faro para os sem-abrigo porque que há muitos grupos de ação social que têm roupa”, acrescenta Sílvia Manhita.

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