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Foto © Samuel Mendonça

O gozo de férias, a reforma e a perspetiva de investimento estão a tornar o Algarve num destino residencial, mercado cujo potencial de crescimento é de 48%, revela um estudo hoje apresentado na Região de Turismo do Algarve (RTA).

Os turistas residenciais, ou seja, todos aqueles que se alojam em casa própria, casa de familiares ou amigos ou que recorrem a arrendamentos privados, já representam 45% da procura no Algarve, conclui o estudo “Perfil do Turista que visita o Algarve”.

Segundo Antónia Correia, uma das coordenadoras do projeto, a região “está a caminhar de um destino turístico para um destino residencial”, sendo as férias, a reforma e o investimento os fatores que justificam a escolha do Algarve como base para as férias, em casa própria ou arrendada.

Apesar de os turistas tradicionais, ou seja, aqueles que pernoitam em alojamentos classificados, continuarem a ser a principal quota de mercado no Algarve, representando 55% da procura, os turistas residenciais estão a aumentar, sendo, na maioria, portugueses (42%) e britânicos (25%).

“O arrendamento privado ganha cada vez mais consistência e quota de mercado, representando neste estudo 47% da procura”, sublinhou a docente da Universidade do Algarve (UAlg), observando que muitos destes turistas têm casa própria ou passam férias em casa de familiares ou amigos.

Os turistas residenciais permanecem, em média, 13 dias no Algarve, período durante qual gastam aproximadamente 1.600 euros.

Já os turistas tradicionais fazem, em média, estadas de nove dias, gastando nesse período 1.275 euros.

A praia continua a ser o principal fator de atratividade para quem visita o Algarve (47%), embora 10% procurem a região para relaxar e 6% para a prática de desporto.

O estudo revela ainda que o Algarve é um destino familiar, uma vez que quase todos os turistas inquiridos afirmaram ter ido para a região com a família ou com o cônjuge.

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Desidério Silva, salientou que o estudo “ajuda a diversificar o produto” e a fazer um planeamento “mais consistente” da promoção do Algarve.

Aquele responsável observou que, apesar de o segmento sol e praia continuar a dominar as preferências dos turistas, estes agora procuram “mais diversidade e experiências”.

O estudo, encomendado pela RTA à Universidade do Algarve, abrangeu uma amostra total de 4.205 inquéritos, realizados em locais públicos por uma equipa de 21 pessoas, que fizeram entrevistas diretas a pessoas que pernoitavam pelo menos uma noite no Algarve.

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