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Festa de S. Francisco de Assis, o “homem da harmonia e da paz”, foi celebrada em Faro

Foto © Samuel Mendonça
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A Igreja celebrou no passado domingo a festa litúrgica de São Francisco de Assis (1182-1226), precisamente no dia em que se assinala o aniversário da sua morte. Nesse contexto, a comunidade franciscana algarvia reuniu-se em Faro, na igreja dedicada ao santo de Assis (Itália), para celebrar a chamada festa do “trânsito” do fundador da Ordem dos Frades Menores (franciscanos).

Foto © Samuel Mendonça
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Na homilia da eucaristia presidida pelo frei Paulo Ferreira, o sacerdote evidenciou que Francisco, “exemplo de santidade”, foi o “homem da harmonia e da paz”, advertindo, contudo, para alguma “confusão” sobre este tema na cabeça de pessoas menos esclarecidas. “Não é uma espécie de harmonia panteísta com as energias do cosmos”, alertou aquele membro da comunidade franciscana algarvia, acrescentando que “também não é franciscana a ideia de alguns de que esta paz energética se espalha por todo o lado e dá força a todos”. “A paz que Francisco nos transmite é a de Cristo”, clarificou, lamentando que poucos vão, “em profundidade”, ao encontro da paz testemunhada por São Francisco. “A paz franciscana não é um sentimento piegas. Por favor, esse São Francisco não existe! Não existe nenhum São Francisco piegas!”, alertou.

Foto © Samuel Mendonça
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Festa_s_francisco_assis_2015 (4)O frei Paulo Ferreira explicou assim que a harmonia sustentada pelo “seráfico” Francisco advém do amor pela harmonia de toda a criação, “esse amor que o papa Francisco agora convida na sua encíclica Laudato Sí”. “O santo de Assis dá testemunho de respeito por tudo o que Deus criou e como Ele criou, sem fazer experiências sobre a Criação, destruindo-a, mas ajudando-a a crescer, a ser mais bela”, afirmou.

Lembrando a conversão daquele filho de um comerciante rico de Assis, o sacerdote evidenciou que “o encontro com Jesus levou Francisco a despojar-se de uma vida cómoda e despreocupada para desposar a «senhora pobreza» e viver como verdadeiro filho do Pai que está nos céus”. “Esta escolha feita por São Francisco de Assis constituía uma maneira radical de imitar a Cristo, de se revestir d’Aquele que, sendo rico, se fez pobre para nos enriquecer por meio da sua pobreza”, afirmou, destacando que “em toda a vida de Francisco de Assis, o amor pelos pobres e a imitação de Cristo, pobre, são dois elementos indivisivelmente unidos, mas duas partes de uma mesma metade”.

Foto © Samuel Mendonça
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O frei Paulo Ferreira lembrou assim que o “caminho de Francisco para Cristo começa pelo olhar de Jesus na cruz” na igreja de São Damião, um crucifixo cuja réplica esteve presente na igreja de São Francisco. “Não é tanto olhar para o Senhor, mas deixar-se olhar por Ele no momento em que dá a vida por nós e nos atrai para Ele”, sustentou, exortando os presentes a aprenderem com Francisco a “abraçar o mundo inteiro”.

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A celebração contou com uma relíquia do santo de Assis à qual os presentes apresentaram a sua veneração.

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