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Festa do fundador do Opus Dei celebrada no Algarve como desafio à santidade

Foto © Samuel Mendonça

A Igreja Católica assinalou ontem a memória litúrgica de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, e na eucaristia que no Algarve assinalou aquela festividade, o padre Pedro Manuel lembrou que “no contexto de vida da Igreja, Deus vai suscitando desde sempre” – “e continuará a fazê-lo”, considerou – “vozes que, pelo meio do seu Espírito Santo, ajudem os homens de cada época a encontrar o melhor caminho para chegar até Deus e para cada um preparar o seu céu aqui na terra”.

O sacerdote, que presidiu à eucaristia ontem ao final da tarde na capela do Carmelo algarvio no Patacão (concelho de Faro), destacou que “a santidade não está arrumada numa «gaveta» no coração de Deus” e disse ser importante que a participação naquela celebração constitua para os presentes um desafio à própria santidade pessoal. “A santidade está à disposição das nossas disponibilidades e, sobretudo, das respostas que cada um de nós é chamado a dar em todas as circunstâncias da vida”, sustentou.

Foto © Samuel Mendonça

O padre Pedro Manuel deteve-se num dos pensamentos que é central na fundação do Opus Dei e que se refere ao sentido do trabalho. “O trabalho, não só é coisa útil como é também coisa necessária e caminho para nos santificarmos”, afirmou, evidenciando o trabalho como “meio santificante e santificador”. “Santificamo-nos com o nosso trabalho se o fizermos com amor. Não existe diferença na profissão, existe diferença no amor e na dignidade que conferimos ao trabalho”, explicou.

O sacerdote lembrou ainda que o Opus Dei procura “que os seus membros e todos aqueles que recebem a sua formação possam encontrar oportunidades concretas, correntes, na sua vida para a sua santificação”. “Não precisamos fugir da nossa casa, dos nossos trabalhos, das nossas realidades familiares para aí descobrirmos os melhores meios para a nossa santificação e para darmos testemunho da santidade própria de quem recebe a fé pelo batismo”, afirmou.

Por outro lado, referiu-se também à “filiação divina pela graça do batismo”, outra dimensão querida da prelatura. “Todos nós somos filhos de Deus. A filiação divina nasce do nosso batismo, concretiza-se em ações concretas do serviço ao Senhor, a quem chamamos Pai, e aos homens”, explicou, lembrando que a missão do Opus Dei na vida da Igreja é o “apostolado como caminho para que outros possam alcançar a santidade”.

Foto © Samuel Mendonça

O Opus Dei foi criado pelo sacerdote espanhol em 1928 com a finalidade de colaborar na missão evangelizadora da Igreja e na difusão da visão cristã no mundo.

Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em 1902 e faleceu em 1975, tendo sido canonizado pelo papa São João Paulo II a 6 de outubro de 2002.

No sítio online www.josemariaescriva.info, a prelatura disponibiliza documentação e notícias, ensinamentos e escritos do fundador do Opus Deis para além de testemunhos sobre a devoção em todo o mundo.

O Opus Dei é uma prelatura pessoal da Igreja Católica que “sensibiliza” os cristãos para a importância religiosa da “vida corrente do dia-a-dia, na família e no trabalho”, e oferece uma proposta formativa, teológica, espiritual e apostólica, que passa por retiros, aulas de formação, círculos sobre temas de vida cristã, e acompanhamento espiritual pessoal.

com Ecclesia

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