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A iniciativa, que se realizou esta manhã, voltou a ser promovida pelo Secretariado da Mobilidade Humana da Diocese do Algarve, desde a morte do padre Júlio Tropa Mendes à responsabilidade do padre Jorge Carvalho, que hoje presidiu à celebração da Eucaristia na igreja paroquial.

Na Eucaristia, que teve início com a entronização das bandeiras de cada país, o sacerdote começou por lembrar que também ele foi imigrante em França, durante 28 anos. “Sei o quão difícil é estar desenraizado num lugar onde não conhecemos ninguém. Mas a fé ajuda-nos e mantém-nos porque Deus está presente em nós e dá-nos a força para ultrapassarmos as dificuldades do dia-a-dia”, afirmou.

Iniciou a homilia fazendo memória da “colaboração e dedicação a todos os migrantes” do padre Júlio Tropa Mendes como responsável do Secretariado da Mobilidade Humana da Diocese do Algarve.

O sacerdote exortou depois à confiança em Deus. “Sabemos das dificuldades de todos e do nosso país. Aqueles que são imigrantes aqui são, às vezes, os primeiros a sofrer isso na pele. Ponhamos as nossas vidas nas mãos de Deus. Ele é o único que nos poderá ajudar e dar a salvação”, afirmou.

Também o padre Oleg Trushko, assistente da comunidade ucraniana greco-católica do Algarve que concelebrou na Eucaristia, sublinhou o sentido da presença daquela festa. “Estamos, uma vez mais, todos reunidos para dar testemunho de que todos somos filhos de Deus, diferentes nas nossas culturas e línguas”, evidenciou o sacerdote da comunidade algarvia católica de rito bizantino.

Aos imigrantes pediu-lhes que não percam a sua identidade cultural. “Muitos de nós viemos para encontrar uma vida melhor no aspeto material mas não podemos esquecer que a missão de cada um de nós é também a de não perder o nosso espírito cristão e a nossa identidade. A celebração eucarística é um sinal da nossa comunhão em Cristo e por Cristo”, disse.

Depois da Eucaristia, animada pelos cânticos típicos de cada país, a 12ª Festa dos Povos teve continuidade com o almoço-convívio que ainda decorre no cinema de Estoi, com as gastronomias, as músicas e as danças caraterísticas de cada cultura a servirem de pretexto para a aproximação e para a convivência entre as gentes que chegam ao Algarve trazidas pelos fluxos migratórios.

No próximo ano, não é certo que a Festa dos Povos se mantenha em Estoi. Segundo o padre Jorge Carvalho, a iniciativa poderá continuar em Estoi ou realizar-se no Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Mãe Soberana), em Loulé ou em Faro.

Samuel Mendonça

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