Pub

O programa das comemorações começa nos dias 15, 16 e 17 de Abril, com um Tríduo Solene em que se assinala o Dia dos Colaboradores, do Idoso e do Doente, da Família e dos Jovens. A celebração da eucaristia e pregação, pelo Padre António Martins, Professor da Universidade Católica, tem lugar às 9h30, 19h15 e 21h00.

Como é tradição, no sábado que antecede o dia da Festa, 17 de Abril, pelas 22h15, o Clube Hípico de Loulé homenageia a Nossa Senhora da Piedade no Largo de S. Francisco.

E no domingo, dia 18, as celebrações começam pelas 10h00, com a eucaristia na Igreja de S. Francisco. Às 11h00, a imagem da Nossa Senhora da Piedade sai em procissão até ao Largo do Monumento Engº Duarte Pacheco. É neste local que, às 11h45 é celebrada mais uma missa, dirigida sobretudo a crianças e jovens, com um Tempo de Louvor e Saudação à Padroeira.

Pelas 16h00, realiza-se a missa campal, junto ao Monumento Engº Duarte Pacheco, presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas. Após a eucaristia, tem início a grande procissão que percorre as ruas do centro de Loulé, e que conta com milhares de fiéis. Após a passagem pelo Largo de S. Francisco e Convento de Santo António, a procissão percorre o caminho de volta ao santuário. Oito homens carregam o andor, vestidos de calças e opas brancas, sobem o íngreme cerro, ao ritmo acelerado da música da Banda Filarmónica, acompanhados pela população a exibir-se em manifestações diversas mas verdadeiramente sentidas. A escalada do caminho que dá acesso ao altar da Nossa Senhora da Piedade é um documento espantoso da fé cristã nesta terra. Ao esforço gigantesco dos homens que transportam a Virgem, alia-se a força espiritual dos muitos fiéis que, em vivas à Nossa Senhora, em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda, vão “empurrando”, no calor da fé e calçada acima, o pesado andor da padroeira.

As festividades encerram com um espectáculo de fogo-de-artifício, junto à Ermida da Nossa Senhora da Piedade, pelas 22h30.

Recorde-se que a as festividades da Mãe Soberana constituem uma tradição que data do século XVI e que está bastante enraizada na comunidade local. Este cenário imenso da religiosidade louletana, de características tão locais como únicas, só pode ser sentido na alma de cada crente, quando vivido. Uma vivência feita de fervor religioso e de testemunho cristão, cuja explicação reside unicamente na essência dogmática da própria fé. Mas nesta manifestação de grande culto pela fé existem duas vertentes distintas: a religiosa, no seu mais sentido significado, e a profana, na mais ampla e liberal exteriorização popular.

Com o passar dos tempos, a Festa da Mãe Soberana tornou-se também um cartaz turístico da cidade, do concelho e da região, atraindo muitos fiéis e turistas, sendo o mais importante evento religioso que se realiza a Sul de Fátima.

Folha do Domingo/C.M.L.

Clique na foto para ver outras fotos

Pub