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Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

No próximo domingo realiza-se aquela que é considerada a maior manifestação de fé a sul do Tejo, sendo simultaneamente a mais significativa expressão de devoção mariana algarvia: a Festa Grande a Nossa Senhora da Piedade, popularmente conhecida como Mãe Soberana.

Loulé volta assim a atrair uma multidão imensa de pessoas que congestiona por completo a circulação na cidade, oriundas não só de todos os pontos do Algarve, como também de diversas regiões do país e até estrangeiros e emigrantes.

Depois de as festividades se terem iniciado no Domingo de Páscoa com a Festa Pequena, a imagem da Virgem Maria com Jesus no regaço tem permanecido na igreja de São Francisco, estando o templo ininterruptamente aberto das 8 às 23h. Uma réplica da imagem tem sido levada também a visitar os doentes e idosos impedidos de se deslocarem.

A novena de oração até ao dia 15 de abril decorre na igreja de São Francisco com a recitação do terço, a celebração da eucaristia duas vezes por dia (pelas 9h e pelas 18.30h), e a novena propriamente dita com o pregador deste ano, o padre Flávio Martins, este ano sob o tema “Chamados à Santidade com Maria”.

Nos dias 16, 17 e 18 segue-se o tríduo solene em honra de Nossa Senhora da Piedade de preparação para a Festa Grande e ainda no sábado, dia 18, às 22h, o Clube Hípico de Loulé prestará homenagem à Mãe Soberana, no Largo de São Francisco.

O momento alto de encerramento das festividades acontece então no domingo com a eucaristia na igreja de São Francisco pelas 10h, seguindo a procissão com a imagem até ao monumento a Duarte Pacheco, acompanhada pela Banda Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense.

Às 12h, junto do monumento, é celebrada uma eucaristia particularmente participada pelas crianças e por peregrinos, seguindo-se um tempo de louvor e saudação a Nossa Senhora da Piedade.

A eucaristia solene será então presidida, como acontece anualmente, pelas 16h, pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, seguindo-se a procissão de regresso ao santuário mariano, acompanhada pela música da Banda Filarmónica Artistas de Minerva.

Ao esforço dos homens oito homens, vestidos de calças e opas brancas, que transportam a imagem da Pietá algarvia, alia-se a força espiritual dos muitos milhares de fiéis que, em vivas inflamadas a Nossa Senhora da Piedade, acenando lenços ou em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda, «empurram», calçada acima no calor da fé, o pesado andor da padroeira.

À chegada ao Santuário e junto à ermida, caberá ao padre Flávio Martins fazer a pregação de encerramento.

Segue-se o regresso, em marcha, de todos com a banda até ao centro da cidade e as festividades de Nossa Senhora da Piedade –, que constituem uma tradição com provável origem em 1553, data oficial da edificação da capela que lhe é dedicada –, terminarão à noite com um espetáculo de fogo-de-artifício junto àquela capela.

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