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Festa Pequena iniciou festividades em honra da Mãe Soberana

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No Domingo de Páscoa realizou-se em Loulé a Festa Pequena em honra de Nossa Senhora da Piedade, popularmente conhecida como Mãe Soberana, e que constitui o ponto de partida daquela que é considerada a maior manifestação religiosa a sul do Tejo – a Festa Grande – que decorrerá no dia 15 deste mês.

Acompanhados por uma multidão e pela banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva, os homens do andor subiram à colina sobranceira à cidade onde se encontra implantado o santuário mariano de maior expressão no Algarve para ir buscar o andor com a Pietá algarvia, onde a comunidade já se encontrava a fazer a recitação do rosário.

Na oração do terço, na igreja maior do santuário, o pároco das paróquias de Loulé evidenciou o sentido da veneração à Senhora da Piedade. “Ela dá-nos o Filho que nos liberta da morte”, afirmou o padre Carlos de Aquino, realçando que “vence sempre a vida e vence sempre o amor”. “É por isso que a gente canta e grita viva. Viva a Mãe Soberana e viva o bendito Filho que ela nos dá”, afirmou.

Já na pequena e secular ermida com os homens do andor, na oração aos pés da imagem, o sacerdote dirigiu-se à Virgem para lhe manifestar a “muita alegria” por a conduzirem de novo em Domingo de Páscoa ao “coração” da cidade. “Queremos que desças o monte, que fiques na planície, mais perto de nós, para a todos abençoares com o teu coração de Mãe e nos dares o fruto precioso do teu ventre, o teu bendito Filho”, afirmou.

“Queremos pedir que força do teu amor esteja no coração destes homens que em nome de um povo te carregam e carregam todas as nossas esperanças. Concede-lhes a força e alegria da fé para que, ao carregarem o teu andor, carreguem este povo que hoje te aclama e te louva e te acolhe como a Mãe. Em nome do teu Filho, dou-lhes a bênção para que o Senhor esteja nos seus corações e os guarde”, prosseguiu.

Tiago Ferreira emprestou a voz aos restantes homens do andor na prece apresentada à “doce Mãe da Piedade”. “Nossa Senhora, Mãe Soberana, cá estamos mais um ano para te agradecer tudo aquilo que fizeste ao longo deste ano por nós, pelos nossos filhos, pelas nossas famílias e te pedimos, Mãe, que os guardes como guardas o teu Filho nos braços. Ajuda-nos sempre a caminhar juntos, cheios de confiança, para que acreditemos sempre que é possível ultrapassar os nossos obstáculos”, afirmou na oração que terminou com a recitação de uma “Avé Maria” e o tradicional grito “viva a Mãe Soberana”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Após a oração, teve início então a descida em passo acelerado com o andor até à igreja de São Francisco, no centro da cidade, participada também pelo padre António Manuel Martins, antigo pároco de Loulé. Ao esforço dos homens oito homens, vestidos de calças e opas brancas, que transportaram a imagem, aliou-se a força espiritual dos fiéis que, em vivas inflamadas a Nossa Senhora da Piedade e aos homens do andor, na cadência musicada dos homens da banda, «ajudaram» a trazer o pesado andor da padroeira até à igreja onde foi recebido com palmas por uma multidão que já o aguardava para a eucaristia.

Na celebração, o padre Carlos de Aquino destacou que o Filho que a Virgem carrega no colo “já não está mais morto”. “É tão bom ter te aqui, Senhora, neste tempo em nossa casa para nos ajudares, uma vez mais, em novo tempo a acolher o teu Filho para encontrarmos o sentido, a profundidade e a fecundidade da nossa vida que não é obra do acaso, mas obra maravilhosa de Deus”, afirmou o sacerdote, lembrando que Maria sabia “que o filho, mesmo morrendo, haveria de vencer a morte”.

“Ó Senhora bendita, nós não queremos adorar-te na imagem da madeira, não queremos chamar-te a santinha, não queremos guardar-te apenas por devoção e piedade. Queremos acolher-te como Mãe e sabemos que tu nos dás o que é mais importante para sermos felizes e que não se encontra na terra: o teu filho, o filho eterno de Deus”, prosseguiu.

Ao longo destes 15 dias, a imagem permanecerá ali, estando o templo aberto durante o dia e parte da noite, sendo que a novena de preparação decorrerá até ao dia 10 deste mês. Diariamente haverá missa às 9h, às 19h a celebração do terço em honra de Nossa Senhora pelas crianças, às 21h a oração do rosário orientado cada dia por uma família de paroquianos, e, às 21h30 a celebração da eucaristia por diversos padres da Diocese do Algarve.

Ontem foi presidida pelo padre Pedro Manuel com bênção dos políticos e forças partidárias do concelho, hoje será presidida pelo padre Fernando Rafael Rocha, amanhã, 4 de abril, será pelo padre Flávio Martins com bênção das IPSS, no dia 5 de abril pelo padre José Chula, no dia 6 de abril pelo padre Vasco Figueirinha com bênção dos profissionais da saúde, no dia 7 de abril pelo padre Jesus Ejocha, no dia 8 de abril pelo padre Miguel Ângelo Pereira com bênção dos donos e trabalhadores dos estabelecimentos comerciais, no dia de abril pelo padre Miguel Neto, no dia 10 de abril pelo padre Nuno Coelho com bênção das escolas, creches e outros espaços de ensino e no dia 11 de abril pelo padre António de Freitas com bênção dos bombeiros e elementos da GNR.

Nos dias 12, 13 e 14 deste mês decorrerá o tríduo de preparação para a Festa Grande, que este ano tem como pregador o vigário-geral da Diocese do Algarve, o cónego Carlos César Chantre, e como tema “Anunciamos o Evangelho com Maria a Bem-Aventurada”, sendo particularmente destinado no dia 12 de abril aos agentes dos serviços de pastoral das paróquias louletanas, no dia 13 de abril aos jovens e no dia 14 de abril às famílias.

No próximo sábado, 7 de abril, a Banda Filarmónica Artistas de Minerva apresenta pelas 16h um concerto na igreja de São Francisco e no domingo, 8 de abril, terá lugar no mesmo templo uma eucaristia com a comunidade de cabo-verdianos.

No sábado, dia 14, haverá celebração da eucaristia às 10h, 18h e 21h30 na igreja de São Francisco. Já à noite, pelas 22h, o Clube Hípico de Loulé homenageia Nossa Senhora da Piedade, no tradicional desfile a cavalo.

O momento alto de encerramento das festividades acontece então no dia 15 de abril, com a chamada Festa Grande. Nesse dia será celebrada então missa campal no largo de São Francisco, pelas 10h, seguindo-se a procissão para o Monumento a Duarte Pacheco. Pelas 12 horas será ali realizada uma celebração mariana, seguida de um tempo de louvor e saudação à padroeira de Loulé, e, às 16h, será então celebrada a eucaristia solene, como acontece anualmente, presidida pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, seguindo-se a procissão de regresso ao santuário mariano.

As festividades de Nossa Senhora da Piedade constituem uma tradição com provável origem em 1553, data oficial da edificação da capela que lhe é dedicada.

Fotogaleria:
Festa Pequena da Mãe Soberana 2018

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