Breves
Inicio | Cultura | Festival Açoteia convida a conhecer 19 terraços de Faro com música, teatro e cinema

Festival Açoteia convida a conhecer 19 terraços de Faro com música, teatro e cinema

Durante dois dias, mais de 150 espetáculos, entre música, teatro e cinema, dão vida a 19 açoteias de Faro e à possibilidade de um novo olhar sobre a cidade, naquela que é a primeira edição do Açoteia.

O festival toma o nome habitualmente dado aos terraços algarvios – onde habitualmente se secavam os frutos – e vai mostrar, durante a próxima sexta-feira e sábado, que as açoteias podem voltar a ser locais de referência e tradições, num Algarve mais moderno.

“Estando numa região que tem esta exposição solar, as vistas, nomeadamente em Faro, sobre a Ria Formosa, achámos que era uma oportunidade de ir buscar essas tradições e trabalhá-las num novo contexto”, afirmou à Lusa Paulo Santos, vice-presidente da Câmara de Faro, promotora do evento.

O festival decorre na sexta-feira e no sábado, com uma programação variada, a partir das 18:00, mas a inauguração é na quinta-feira, às 19:00, com um concerto dos Paus numa açoteia no centro da cidade, cujo local exato não será anunciado pela organização.

Músicos como António Zambujo, Rita Redshoes, Manel Cruz, Twist Connection, Eliza Rodrigues ou Allen Halloween, além dos Paus, juntam-se aos algarvios Galopim, Fad’NU, Teresa Aleixo ou Mopho, num convite “para subir” e assistir a concertos que se vão distribuir por açoteias espalhadas pela capital algarvia.

Das 18:00 às 23:00, haverá espaços que, pela primeira vez, vão permitir o acesso de público, como a Região de Turismo do Algarve (RTA), Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-Algarve), a Biblioteca ou o Mercado Municipal, aos quais se juntam outros que intensificam a sua programação como o Hotel Faro e o Hotel Eva, o Hostel Casa d’Alagoa ou o Alameda Restaurante e Rooftop.

Teatro itinerante e performances teatrais, com as companhias JAT, Satori, XPTO e Teatrito, animação para famílias na Amarel’arte e no terraço da Fagar (empresa municipal de gestão das águas), uma subida à Sé de Faro ao som de violinos ou fado no terraço do Arco da Vila são outras das propostas do festival.

Além da música e do teatro, haverá também sessões de cinema, na açoteia da Pousada da Juventude de Faro.

A açoteia da Fábrica da Cerveja, com uma das vistas mais privilegiadas sobre a Ria Formosa, acolhe um espetáculo de luz, que serve de apresentação ao LUZA, Festival Internacional de Luz do Algarve, que este ano tem lugar em novembro em Faro.

A segurança é uma das preocupações da organização, havendo um controlo apertado na ocupação dos espaços, que “pode variar entre as cinco e as 500 pessoas”, o que confere “exclusividade a algumas das atuações”, disse Paulo Santos.

No âmbito da componente social do Açoteia, na quinta-feira é inaugurada uma horta urbana sustentável, no terraço do Mercado Municipal, cuja gestão ficará a cargo de uma instituição de solidariedade social.

Este espaço passará a estar aberto ao público e será local para formação na área da jardinagem e das hortas urbanas, sendo os produtos utilizados pelos utentes da Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais (AAPACDM), na sua cantina social e em cabazes sociais.

Durante o festival terá ainda lugar a conferência internacional “Avistar o Futuro a partir das Açoteias”, de entrada livre, cujo objetivo é mobilizar a comunidade a tirar partido das açoteias e terraços algarvios, procurando juntar a população e organizadores a outros festivais similares, na Europa.

O encerramento do Açoteia está marcado para sábado à noite, no piso -2 do Mercado Municipal de Faro, com música a cargo dos DJ João Maria, Badoga e Figueira.

Os bilhetes para o festival têm o preço de cinco euros por dia, sendo gratuito para crianças até aos 12 anos de idade.

A programação pode ser consultada em www.acoteia.pt

Verifique também

Albufeira, Loulé, Silves e Universidade do Algarve preparam candidatura a geoparque mundial

Preservar um território que mostra a evolução geológica da terra durante 360 milhões de anos …