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Extravanca é o resultado de uma residência franco-portuguesa que decorreu no mês de agosto em Cachopo (aldeia típica algarvia situada na serra de Tavira), dedicada ao repertório algarvio e com direção artística de Pascal Seixas.

"Só será necessário um passo de Extravanca para nos levar para novos caminhos musicais, entre o jazz e a música tradicional", afirmou a organização, a cargo da Associação para a Promoção de Música e Dança PéDeXumbo, com a colaboração da Câmara Municipal de Tavira.

Financiado por fundos comunitários, o Festival Arraias do Mundo é em 2010 dedicado ao tema "o Fole", que a organização colocou em destaque na programação noturna, promovendo espetáculos que utilizem instrumentos como "o acordeão, a concertina ou bandoleão, que funcionam todos do mesmo modo: fazendo vibrar o ar, juntando e afastando, como um exercício de respiração, como uma dança de sedução".

"As Tradições podem ser globais sem perderem suas referências: o Tango foi assimilado e enriquecido em todo o Mundo. Não há paragem no tempo nem fronteiras, é isso que se quer mostrar nos Arraiais do Mundo", frisaram os organizadores.

O Festival começa sexta feira, com a atuação dos portugueses Fol&ar, grupo que a organização diz que traz a Tavira "a concertina de Lisboa, juntando-lhe outros instrumentos com sonoridades originais e chamando a fluidez e leveza, como o violino, harpa ou contrabaixo".

No sábado sobe ao palco Extravanca, que "apresentam acordeões com uma enorme maleabilidade, improvisando jazz e tocando corridinho", explicou, frisando que "a João Frade, acordeonista de Albufeira, se juntam músicos profissionais franceses, que levarão à descoberta de um imaginário algarvio enraizado, mas simultaneamente aberto ao mundo contemporâneo".

A atuação no último dia do Festival está a cargo da Tangomanso Orquestra Inestable, banda portuguesa que utiliza o bandoleão, "fiel acompanhante do tango".

Além das atuações, todas marcadas para as 22:00, o programa do festival inclui ainda Oficinas de Danças e Canto.

Lusa

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