Pub

Durante as atuações, cerca de uma centena de pessoas concentraram-se no átrio do mercado municipal de Faro, local escolhido para o início do Festival, que a presidente da Associação dos Ucranianos do Algarve disse ter como "principais objetivos a divulgação da cultura ucraniana e a manutenção da imagem positiva dos imigrantes ucranianos em Portugal".

"A maioria de nós está bem integrada na comunidade portuguesa e vejo que os portugueses estão muito interessados no nosso povo e no nosso país", afirmou Natália Dmetruk à Agência Lusa.

Natália Dmetruk disse que, por agora, o festival apenas se centra na cultura popular, porque a associação "não conseguiu ainda alcançar níveis culturais mais altos".

"Mas espero e acredito que daqui a um tempo consigamos convidar artistas famosos da Ucrânia, de ópera, de canto, de grupos corais ucranianos, para mostrar o que de melhor o nosso país tem", acrescentou.

A presidente da Associação de Ucranianos do Algarve explicou que "o dia mais importante é domingo, porque se vai realizar uma missa, uma eucaristia, de rito bizantino, na igreja de São Luís em faro, com coro de capela da igreja greco católica de Lisboa e para a qual foram também convidados dois padres da igreja greco católica".

"A maioria das pessoas da ucraniana pertence à igreja ortodoxa e a igreja greco católica é a antiga igreja ortodoxa, só que tem reconhecimento do Papa. Vamos mostrar também por que os ucranianos são um povo com raízes de fé muito fortes. E gostaríamos de mostrar a nossa missa, que é uma missa muito diferente, muito cantada, que se realiza às 12:30", afirmou a dirigente.

Natalia Dmetruk frisou que, "à tarde, pelas 16:00, no teatro Lethes e com o apoio da câmara de Faro e da embaixada da Ucrânia, vai realizar-se um evento de nível nacional com os melhores artistas ucranianos de Portugal, proveniente de Coimbra, de Leiria, de Lagos, de Albufeira e de Portimão".

"Hoje à noite, temos aqui, na praça do mercado municipal, um baile popular, como se diz em português, porque em ucraniano é um pouco diferente, com música ao vivo do grupo da associação", disse ainda a responsável máxima da associação.

Natalia Dmetruk adiantou que "associação tem cinco anos, tem mais ou menos 200 membros", números que podem ficar aquém da realidade porque, como sublinhou, "os ucranianos são socialmente pouco ativos e estão em Portugal para trabalhar".

A presidente da Associação dos Ucranianos do Algarve voltou a frisar que a integração da comunidade ucraniana da região é "excelente", à semelhança do que acontece em todo o país, sendo Portugal, segundo a dirigente, "o melhor país da União Europeia para os emigrantes da Ucrânia".

Lusa

Clique na foto para vê-la maior

Pub