Pub

Uma edição “inclusiva” do Festival de Caminhadas do Ameixial, com percursos para invisuais, idosos ou crianças, vai juntar quase um milhar de participantes entre hoje e segunda-feira no concelho de Loulé, destacou a organização.

Bruno Rodrigues, da organização do Festival de Caminhadas do Ameixial (Walking Festival Ameixial), contou à agência Lusa como vai ser esta 5.ª edição da iniciativa, que foi criada à semelhança das “melhores práticas do que se faz na Europa, nomeadamente em Inglaterra”, para potenciar recursos do interior e diversificar a tradicional oferta turística de sol e praia do Algarve.

Desde a primeira hora, o festival tem a sua identidade gráfica associada à “escrita do sudoeste”, a “primeira da Península Ibérica, que remonta à idade do ferro” e da qual existem “evidências no Ameixial e no concelho de Loulé”, no distrito de Faro, frisou Bruno Rodrigues.

Houve também a preocupação de associar esse “património arqueológico e histórico” à iniciativa para lhe dar dimensão cultural.

“Ao longo dos cinco anos fomos criando mais atividades, atividades temáticas, e o que no início era só um conjunto de caminhadas passou hoje para caminhadas, animações noturnas, componentes gastronómicas, ‘workshops’, massagens”, afirmou Bruno Rodrigues.

A mesma fonte disse que a organização tenta sempre “ter diferentes caminhadas dirigidas a vários públicos” e que a edição deste ano se foca “muito na parte familiar e na parte inclusiva”, porque vai haver “caminhadas com cegos, com idosos e com muitas crianças”.

“Por isso é que temos caminhadas que vão desde 40 quilómetros, que é a mais longa, até caminhadas de três a quatro quilómetros, que são as caminhadas temáticas mais curtas”, justificou, destacando ainda uma conferência sobre esta vertente do turismo no primeiro dia e a assinatura de um protocolo de geminação entre o festival do Ameixial e um festival de caminhada das Canárias.

Vai também haver na noite de sexta-feira “uma caminhada noturna em busca da ‘rocha do Diabo’, uma rocha que existe na zona do Ameixial e que vai ter muitos participantes”, acrescentou o representante, dando conta de 930 inscrições, “bem mais do que as cerca de 600 que houve no ano passado”.

Em termos de dormidas e refeições, Bruno Rodrigues disse que há menus a “um preço fixo, preparados com os restaurantes locais”, e alojamento nos estabelecimentos da zona, que “são poucos”, mas vão ser complementados com uma área de campismo preparada para o efeito.

Pela primeira vez, “as inscrições têm um custo de cinco euros, que dá para financiar as atividades do festival e uma outra atividade de reflorestação, a realizar no outono, para diminuir a pegada ecológica do festival”, sublinhou.

A mesma fonte referiu que a organização da cooperativa QRER conta com a colaboração da Câmara de Loulé e da Região de Turismo do Algarve e considerou que o orçamento de “cerca de 20 mil euros” é “muito baixo para aquilo que representa”.

“É um esforço financeiro na divulgação do produto caminhadas, que está a crescer e tem muito potencial no Algarve, sobretudo fora do período alto do turismo tradicional de sol e praia”, sustentou.

Pub