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Festival_caracolA Câmara de Castro Marim espera duplicar o número de visitantes do Festival do Caracol, que se realiza entre sexta-feira e domingo, com a alteração da data de maio para julho, para coincidir com o verão, disse a vice-presidente da autarquia.

A vice-presidente, que é a vereadora com o pelouro da Cultura, disse à agência Lusa que “esta será a primeira vez que o Festival se realiza no verão”, depois de a Câmara de Castro Marim ter chegado a um acordo para mudar a data do evento, “por unanimidade”, com as associações e os empresários que participam na sua organização.

“Esta mudança permite que não fiquemos tanto à mercê das condições climatéricas, que em maio costumam ser bastante irregulares”, justificou a vereadora, adiantando esperar que a alteração permita “poder duplicar o número de visitantes [em relação] a edições anteriores”, nas quais a autarquia contabilizou uma afluência de entre 20 a 30 mil pessoas.

Filomena Sintra frisou que “o festival se realizou sempre em maio e é a primeira vez que se realiza no verão”, constatou que “em julho há muito mais gente no Algarve” e adiantou que, “apesar de o festival não ter crescido em muito em dimensão”, os vendedores estão “preparados para avaliar a afluência no fim do primeiro dia e reagir, caso seja necessário”, para que todos possam desfrutar da iguaria.

A mesma fonte anunciou que a edição deste ano do Festival do Caracol de Castro Marim vai, “à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, contar com “uma inovação gastronómica, um folhado de caracol”, criado por um empresário de Loures que estará representado na zona do Revelim de Santo António, que acolhe o festival e está situada numa das colinas da localidade, com vista sobre a foz do rio Guadiana e Espanha.

“Continuamos a contar com chefes franceses, marroquinos e espanhóis, mas vamos ter essa inovação, que é um folhado especial de caracol, que poderá ser apreciado também em receitas destes países e de Portugal”, disse a vereadora.

A acompanhar a vertente gastronómica do evento, onde os visitantes poderão também encontrar os produtos regionais algarvios e locais, está um programa cultural que a vereadora disse “valorizar o que são os artistas portugueses”, mas também fazer “uma aproximação ao árabe e ao flamenco”.

“Vamos ter artistas da região, como Afonso Dias, mas também o grupo Ao Luar, do Teatro Regional da Serra do Caldeirão”, disse a vereadora, frisando que o fado também vai estar presente no programa.

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