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Cartaz

Duas dezenas de espetáculos de música clássica, durante mais de dois meses, compõem a programação do 32.º Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA), ontem apresentado e que regressa após uma paragem de sete anos.

A abertura do festival, a 18 de março, em Faro, inclui a estreia mundial da obra contemporânea “Eu.Rope”, de Luís Soldado, uma peça que está a ser escrita para a ocasião e na qual o autor faz uma reflexão sobre o que é ser europeu nos dias de hoje, explicou Rui Pinheiro, diretor do FIMA, em conferência de imprensa.

Além dos concertos de música clássica, que vão abordar vários estilos e épocas – desde o Barroco ao Romantismo e Modernismo -, estão ainda previstos eventos paralelos, como um jantar musical, um bailado e um espetáculo musical multimédia, anunciou o também maestro titular da Orquestra Clássica do Sul.

De acordo com aquele responsável, este não se trata de um festival “para eruditos”, uma vez que a programação é acessível a todos os tipos de público, oferecendo “concertos abrangentes”, que desmistificam a ideia de que a música clássica é elitista, já que a música “é uma linguagem universal”.

O jantar musical “Food Symphony”, que acontece a 31 de março num hotel da Quinta do Lago, em Loulé, promete uma “experiência sensorial” em que cada prato é servido ao som de uma música adequada àquele paladar, numa viagem de degustação que vai percorrer vários países europeus, referiu Rui Pinheiro.

A exibição do bailado “Matrioska”, que reúne no mesmo palco a Orquestra Clássica do Sul e a Companhia de Dança do Algarve, está prevista para 07 de maio, em Faro, e o espetáculo musical multimédia “Uma história da Trompa”, por Laurent Rossi, acontece a 21 de maio, em Loulé, no qual será contada a história do instrumento, tocado ao vivo e exibido em imagens.

A 32.ª edição do FIMA inclui a realização de concertos em nove concelhos algarvios, abrangendo ao todo 30 ‘ensembles’, solistas e maestros de cinco países – Portugal, Reino Unido, Espanha, Dinamarca e Israel -, para interpretar obras de dezenas de compositores.

Em abril e maio, estão integrados na programação do FIMA espetáculos pela Academy of Ancient Music (Reino Unido), Quarteto de Jerusalém (Israel), Orquestra da Extremadura (Espanha), Quinteto Carion (Dinamarca) e Quarteto de Matosinhos, entre outros.

O festival encerra a 28 de maio, com um concerto da Orquestra Clássica do Sul, em Albufeira, no qual serão tocadas obras de compositores como Schubert e Brahms.

O preço dos bilhetes varia consoante os espetáculos, cujas entradas têm um valor a partir de oito euros.

O FIMA realizou-se entre 1977 e 2009 e é agora retomado ao abrigo do programa cultural “365 Algarve”.

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