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Festival Literário Internacional de Querença homenageia escritor Gastão Cruz

Uma homenagem e a entrega da medalha de mérito cultural ao escritor Gastão Cruz estão entre os destaques do Festival Literário Internacional de Querença, a realizar entre 03 e 05 de agosto, na aldeia algarvia, segundo a organização.

Esta é a terceira edição do Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), que tem procurado levar escritores algarvios de destaque na Cultura portuguesa até à aldeia típica de Querença, situada no interior do concelho de Loulé, para demonstrar também que os eventos culturais podem ser feitos fora dos grandes centros urbanos e em territórios denominados de baixa densidade, disse à agência Lusa Marinela Malveiro, da comissão organizadora do festival.

Marinela Malveiro disse que o festival, organizado pela Fundação Manuel Viegas Guerreiro, tem este ano por tema “a literatura e a ilustração” e vai “evocar as palavras nas suas mais variadas formas – cantadas, ditas, escritas -”, mas tem sobretudo o objetivo de “chamar a atenção para nomes que nasceram no Algarve e que, pelo mundo e pelo país, estão a levar a língua portuguesa e a cultura e são de facto expoentes máximos dessa cultura”.

“O destaque vai para a homenagem a Gastão Cruz, escritor que por mais de 50 anos da sua vida dedicados à poesia, à criação literária e à escrita, e de facto distinguir um escrito algarvio vivo faz parte do ADN do FLIQ”, afirmou a integrante da comissão organizadora, lembrando que, no primeiro ano, o destaque foi para Casimiro de Brito e, no segundo, para Teresa Rita Lopes.

Marinela Malveiro considerou que, no caso de Gastão Cruz, o festival vai homenagear um “escritor, tradutor, ensaísta, encenador” que “imprime na literatura portuguesa uma nova gramática” e “é responsável por uma inovação poética”, através de “uma intensidade dada ao verso e uma construção rigorosa do poema”.

A organizadora explicou que, ao ter conhecimento de que “haveria esta homenagem a Gastão Cruz em Querença – com um dia dedicado a ele, com exposições, conferências e leituras” -, a aldeia algarvia passou a ser “o lugar e o palco ideal para formalizar esta distinção, que já ocorreu no dia 19 de julho e que agora finalmente é entregue com o escritor presente”, perante familiares, amigos e admiradores.

“O Ministério da Cultura, ao distinguir o Gastão Cruz com esta medalha de mérito cultural, e ao ser entregue em Querença no decurso do FLIQ, obviamente que muito honra a Fundação Manuel Viegas Guerreiro e dignifica naturalmente o Festival Literário Internacional de Querença”, acrescentou.

A organização do FLIQ considerou ainda que a entrega da medalha de mérito cultural ao escritor contribui para que o festival “não seja um fogo de artifício que acontece durante três dias e depois desaparece” e “se prolongue para antes e depois destes três dias”, ajudando a cimentar uma “Cultura na aceção de Educação e do Desenvolvimento do conhecimento sustentado”.

“E criando aqui aquela alternativa ao que se diz das opções do Algarve, esbatendo a ideia de que os grandes acontecimentos culturais só acontecem nos grandes centros urbanos. O FLIQ é a prova de que é possível, a partir do interior do Algarve, dinamizarmos e geramos Cultura, trazendo para cá personalidades ligadas à Cultura e naturais do Algarve”, afirmou.

Marinela Malveiro salientou ainda a participação no festival de várias cartunistas internacionais, entre elas Rayma Suprami, que foi “censurada na Venezuela e exilou-se em Miami” e vai estar presente em Querença, ou Cécile Bertrand, uma belga que irá estar numa “conferência mais temática e ligada à ilustração”.

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