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Cartaz

A sensibilização pública para a necessidade de abandonar a exploração de petróleo, mostrando que é possível uma alternativa energética sustentável, é o principal objetivo do Festival Sustent’Algarve, que se realiza entre hoje e domingo, em Faro.

Promovido pela Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP), com o apoio da Câmara de Faro, o festival vai levar expositores de materiais e formas de energia sustentáveis até ao jardim Manuel Bívar, na baixa de Faro, onde também serão feitas sessões e palestras informativas, workshops, exibições de filmes ou espetáculos de música ou vivo, ao longo dos três dias, disse à agência Lusa Francisca Viegas, da organização.

Além de pertencer à organização do Sustent’Algarve, Francisca Viegas integra também a PALP e explicou que o festival nasceu porque a plataforma está “efetivamente contra a exploração de petróleo no Algarve”, mas considera que “não faz sentido dizer que está contra sem mostrar as alternativas”.

“É neste sentido que surge o festival. Vamos ter expositores que vão mostrar materiais que promovem uma vida sustentável, mostrando à população que é possível viver sem os hidrocarbonetos”, acrescentou, frisando que é necessário as pessoas saberem que “já existem essas alternativas”.

Francisca Viegas destacou a presença no jardim de expositores que mostram alternativas energéticas mais ecológicas que os hidrocarbonetos, “desde carros elétricos, a barcos solares, a construção sustentável” em diversos materiais, como “pranchas de surf feitas em cortiça e em madeira”.

“Convidámos alguns restaurantes vegetarianos a estarem presentes, temos algumas coisas engraçadas em termos de alimentação e criámos um programa, por um lado, lúdico e, por outro, informativo, com palestras, música ao vivo, filmes muito interessantes sobre estas temáticas e, se o tempo permitir, um passeio interpretativo na zona ribeirinha”, precisou.

A iniciativa vai também ao encontro do grande objetivo que a PALP persegue desde a sua criação, que passa por informar a opinião sobre os riscos que comportam contratos de prospeção e exploração petrolífera assinados, referiu.

“O festival pretende informar sobre o que está a acontecer em termos de exploração de hidrocarbonetos e informar também que o outro lado existe e é possível”, afirmou, sublinhando que enquanto a legislação permitir a realização de novos contratos para prospeção e exploração de petróleo “a espada continuará sobre a cabeça”.

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, explicou à Lusa que a autarquia aceitou apoiar logisticamente o Sustent’Algarve porque, “desde a primeira hora o município e os autarcas algarvios se manifestaram contra” a exploração de petróleo no Algarve.

“Não faz sentido este tipo de prospeção e exploração. Temos todas as condições para apostar nas energias renováveis, em particular numa região turística”, considerou.

Rogério Bacalhau enalteceu o trabalho da PALP na sensibilização pública e na discussão da temática.

“A PALP tem o grande mérito de ter trazido o assunto para a ordem do dia, mas é preciso manter a matéria na ordem do dia e chamar a atenção dos decisores para o facto de a prioridade em termos de energia não ser esta, mas sim as renováveis”, disse ainda o autarca.

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