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“Embora estejamos a viver um período de austeridade e isso se tenha traduzido numa diminuição da procura, é verdade que, ainda que longe dos tempos áureos do passado, continuará a vir muita gente para a região nestes períodos”, reconheceu Elidérico Viegas.

O próximo dia 05 de outubro, sexta-feira, é feriado – o último dia comemorativo da implantação da República assinalado com um feriado, de acordo com decisão do Governo -, seguindo-se o fim de semana de 06 e 07 de outubro.

Para o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), trata-se de “uma espécie de despedida” dos fins de semana prolongados, em referência à decisão do Governo de abolir quatro feriados a partir de 2013.

“Todos os feriados que permitem pontes significam um aumento substancial da procura do Algarve por parte de nacionais. A abolição de quatro feriados – e portanto de quatro pontes possíveis – traduz-se numa redução significativa da procura”, disse.

O responsável recordou que os feriados abolidos se situavam nas estações baixa e média, “precisamente os períodos em que é mais importante a vinda de pessoas para a região”.

Além disso, o impacto do desconto de 15% sobre a tabela até aqui existente nas portagens da Via do Infante (A22), que entrou em vigor na segunda-feira, será nulo sobre a decisão de fazer férias no Algarve.

“O problema não está no valor das portagens, mas nas portagens em si mesmas, que são um erro económico e político”, disse o presidente da AHETA, considerando que “só não se percebe porque não houve um passo atrás”, perante os “resultados desastrosos” da experiência de 10 meses de portagens na A22.

Lusa

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