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Na iniciativa, marcada para sábado, às 15:00, no Auditório do NERA, em Loulé, participam autarcas da região e vários especialistas da área da economia regional, turismo, ambiente e mobilidade.

“As conclusões do encontro serão apresentadas” ao secretário de Estado das Obras Públicas, no dia 23 de fevereiro, às 12:00, durante uma reunião solicitada pela Plataforma, disse hoje à Agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

Além da AMAL, integram a Plataforma cinco associações empresariais – ACRAL, AHETA, AIHSA, CEAL e NERA -, comissão de utentes da A22 e as duas centrais sindicais – UGT e CGTP.

Segundo Macário Correia, o encontro pretende ser um espaço de debate, onde “serão analisados os impactos que a introdução de portagens na A22 terá na economia e desenvolvimento do Algarve”.

O presidente da AMAL e presidente da Câmara de Faro, acredita que as portagens terão um “impacto negativo na economia”, e que o Governo “recue” na decisão de taxar os utilizadores da Via do Infante.

“Acredito e espero que haja bom senso para com a região”, destacou Macário Correia.

A mesma opinião é partilhada pelos presidentes das câmaras de Albufeira (PSD) e de Portimão (PS), dois importantes destinos turísticos do Algarve.

Para o autarca de Portimão “não faz sentido taxar ainda mais as populações e os turistas” em tempo de crise, e classifica a medida do Governo como um “anti-incentivo” ao turismo.

Manuel da Luz considera que “deveriam ser criados incentivos para atrair turistas à região”, observando que o Algarve “não tem alternativas rodoviárias àquela Via”.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Albufeira, manifestou-se “contra” a introdução das portagens, destacando que “quem perde é o Algarve como destino turístico, e os empresários e investidores que serão penalizados nas suas atividades”.

Os autarcas crêem que se as portagens forem introduzidas a partir do mês de abril, o Algarve “irá certamente ter um agravamento elevado da sua economia”.

O fórum “Portagens no Algarve – impacto económico e social” insere-se no conjunto de ações que a Plataforma prevê realizar até ao dia 15 de abril, altura em que serão implementadas as portagens naquela via que atravessa quase todo o Algarve (Vila Real de Santo António a Lagos).

Lusa

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