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Após a leitura da provisão da nomeação do novo pároco, da sua profissão de fé e juramento de fidelidade a Cristo e à Igreja, da entrega simbólica das chaves da igreja e do acto da tomada de posse, D. Manuel Quintas manifestou na sua homilia a acção de graças a Deus e a gratidão pessoal ao frei José António pelos anos em que esteve à frente daquela comunidade cristã.

O Bispo diocesano chamou a atenção para a corresponsabilidade da comunidade cristã no exercício da missão do pároco. “Somos todos envolvidos neste acto de posse porque somos todos membros da Igreja”, disse.

Com base na provisão destacou a missão do pároco na paróquia a partir de três verbos: ensinar, santificar e congregar. “Ensinar na Eucaristia e explicar a Palavra de Deus, santificar com a administração dos sacramentos e congregar, unir e ajudar a comunidade a crescer na comunhão”, explicou.

O prelado lembrou aos muitos presentes que encheram por completo o largo da igreja as principais características que devem marcar o exercício da missão do pároco, lembrando que a sua actividade pastoral deve ser “sempre imbuída de espírito missionário”. “Anuncie a Palavra de Deus a todos os fiéis, seja diligente em garantir a todos uma adequada formação cristã, procure que a celebração da Eucaristia seja o centro de toda a vida cristã, esforce-se para que os fiéis se alimentem espiritualmente no contacto com Deus vivo através da celebração digna e frequente dos sacramentos, visite e dê apoio às famílias, escolas, atenda diligentemente os adolescentes e jovens, tenha especial predilecção pelos pobres, desprotegidos e doentes”, recordou D. Manuel Quintas, salientando no entanto que “o pároco tem de ser apoiado com grupos em todos estes sectores”.

Frisando que o prior deve ser para todos o “sinal do amor de Cristo”, o Bispo do Algarve acrescentou que o pároco deve manter-se “unido a todos os membros do presbitério” e sentir-se “corresponsável pelo bem de toda a diocese”. “Nenhum padre é padre sozinho, nem é padre sozinho em comunhão com o bispo. É-o em comunhão com os outros colegas”, advertiu.

Aos paroquianos, D. Manuel Quintas pediu que recebam o novo pároco “como seu legítimo pastor e auxiliem-no no bom desempenho da sua missão pastoral” e que “concorram com os bens necessários à sua sustentação de modo que possa dedicar-se com maior liberdade de espírito ao serviço evangélico da comunidade cristã”. “Só será possível ao padre desenvolver aquilo que é o seu ministério com o apoio de todos”, reforçou. Certo de que o novo prior vai poder continuar a contar com o apoio dos paroquianos da Conceição de Faro pediu: “Puxem por ele que ele vem cheio de entusiasmo!”.

Depois da homilia, seguiu-se o renovamento das promessas sacerdotais do frei Paulo Ferreira e, depois de se sentar na cátedra presidencial, a visita a alguns dos mais significativos lugares, na igreja, para o exercício do ministério do novo pároco: o sacrário e a pia baptismal.

Momento igualmente marcante da celebração foi o momento após a comunhão, quando o novo pároco, depois de agradecer o “trabalho frutuoso” do seu antecessor, colocou-se diante de Nossa Senhora para a Ela se consagrar, juntamente com os seus paroquianos, dirigindo-lhe uma oração.

O frei Vítor Melícias interveio também no final para agradecer a “disponibilidade permanente” dos freis José António e Paulo Ferreira para “todo o serviço da Igreja e da Ordem” e ofereceu a D. Manuel Quintas uma imagem em bronze “pela amizade, o carinho, o estímulo, a solidariedade, e a comunhão eclesial com que sempre tem aberto à família franciscana os braços de irmão e pastor”.

A celebração terminou com uma procissão até ao cemitério para uma oração e bênção.

Samuel Mendonça

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