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Francisco apresentou Fátima como “manto de luz” sobre a humanidade

Foto © Paulo Novais/Lusa

O papa Francisco afirmou há pouco em Fátima que as aparições de 1917 na Cova da Iria foram um “manto de luz” sobre a humanidade, com uma mensagem de esperança.

“No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe”, realçou, na homilia da missa a que está presidir no Santuário, perante centenas de milhares de pessoas.

Na missa conclusiva da peregrinação internacional do 13 de maio, a primeira do centenário das aparições, o papa quis agradecer “as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra”.

Francisco retomou um tema que tem marcado as suas intervenções, apresentando a Virgem Maria como “Mãe”.

“Uma «Senhora tão bonita»: comentavam entre si os videntes de Fátima a caminho de casa, naquele abençoado dia 13 de maio de há cem anos atrás”, declarou.

Segundo o papa, a mensagem de Fátima quer alertar “para o risco do Inferno” para onde leva a vida “sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas”.

“Queridos peregrinos, temos Mãe. Temos Mãe! Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus”, apelou, provocando uma salva de palmas da assembleia.

Francisco apresentou o exemplo dos recém-canonizados São Francisco Marto e Santa Jacinta, “a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-lo”.

“Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos”, acrescentou.

O papa falou numa “presença divina” constante na vida dos novos santos, que se manifestou “na súplica instante pelos pecadores e no desejo permanente de estar junto a «Jesus Escondido» no Sacrário”.

Francisco disse ainda que a sua presença em Fátima para a celebração do 13 de maio foi sempre inquestionável, apelando a uma mobilização contra a “indiferença”.

“Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, disse.

Perante centenas de milhares de pessoas, que o têm acompanhado desde a sua chegada, na sexta-feira, o papa quis deixar uma mensagem de esperança e de paz aos que mais sofrem.

“Suplico [a paz e a esperança] para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”, declarou, na terceira intervenção em solo português.

Francisco afirmou que em Fátima se dá uma “verdadeira mobilização geral” contra a “indiferença” que gela o coração humana e “agrava a miopia do olhar”. “Não queiramos ser uma esperança abortada”, prosseguiu.

A homilia da missa conclusiva da peregrinação internacional aniversária do 13 de maio abordou depois o tema do sofrimento, referindo aos peregrinos que o próprio Jesus “se humilhou e desceu até à cruz”.

“Sob a proteção de Maria, sejamos, no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”, apelou.

O papa Francisco está a realizar a sua primeira visita a Portugal, no contexto do centenário das aparições e da canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

com Ecclesia

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