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A associação, que na passada semana entregou na Assembleia da República (AR) uma petição com mais de 4 mil assinaturas para evitar o despejo, enviou a carta no início do mês para que o candidato eleito Presidente da República conheça o assunto.

A associação afirma ainda esperar que o próximo Presidente da República faça cumprir a Constituição da República Portuguesa, sobretudo os artigos 70.º e 78.º, referentes à juventude e à fruição e criação cultural.

Segundo a ARCM, o cumprimento pelo que está inscrito naqueles artigos pode ditar “a resolução do problema do realojamento” da associação, criada em 1990 e que acolhe, em 18 salas de ensaio, 31 bandas com mais de 150 músicos.

Na resposta à carta aberta dirigida aos candidatos, divulgada pela associação, Francisco Lopes afirma “identificar-se com a causa”, defendendo que o trabalho desenvolvido pela associação merece uma “empenhada e rápida ação”.

“É uma experiência com características singulares no panorama nacional”, resume, relembrando que tanto o Grupo Parlamentar do PCP na AR como os deputados do partido no Parlamento Europeu já “adotaram iniciativas sobre o problema”.

Já a direção de campanha da candidatura de Cavaco Silva exprime o seu “pesar” pela “situação difícil” em que se encontra a associação e realça a importância que o candidato confere a organizações cívicas dedicadas a ações culturais e sociais.

A ARCM está instalada em três armazéns na Baixa de Faro, junto à estação de comboios, mas recebeu uma ação de despejo do Tribunal Judicial de Faro que a obriga à desocupação do espaço que dará lugar a um empreendimento imobiliário de luxo.

A ação de despejo foi desencadeada pela empresa Cleber – Sociedade Imobiliária, a atual dona dos armazéns onde os músicos ensaiam e que custou cerca de dois milhões de euros aos antigos proprietários.

Lusa

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