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Fonte conhecedora do processo revelou à Lusa que “em causa estava a cobrança de uma quantia de 150 euros que era pedida às pessoas para esses funcionários fazerem o trabalho para o qual a câmara já lhes pagava”.

A mesma fonte precisou que a denúncia partiu de várias pessoas lesadas, que se queixaram à Junta de Freguesia de Conceição de Faro, tendo esta, por sua vez, reportado o caso ao município.

“Houve uma senhora que se queixou que mal tinha dinheiro para o funeral, quanto mais para pagar essa verba”, acrescentou.

A Câmara de Faro informou num comunicado que tomou conhecimento de “um procedimento ilegal” praticado por funcionários afetos ao serviço dos Cemitérios Municipais, através de uma denúncia feita pela Junta de Freguesia da Conceição de Faro, mas sem precisar o número de trabalhadores envolvidos.

O município referiu ainda que as queixas partiram de “cidadãos que se sentiram lesados” e frisou que “o ato relatado passa pelo desembolso de uma quantia suplementar para que os funcionários em questão efetuassem serviços que lhe estão afetos e pelos quais não podem receber de terceiros”.

“A autarquia repugna veementemente os atos praticados que, além de serem ilegais, são também imorais e já está a decorrer um processo disciplinar”, sublinhou, apelando aos munícipes para que, se tiverem passado por este tipo de situações, as denunciem à Câmara de Faro.

A Lusa contactou o município para saber quantos funcionários estiveram envolvidos e foram alvo do processo disciplinar, mas fonte do gabinete do presidente apenas respondeu que "está a decorrer um processo interno de investigação” e que “a câmara não vai fazer mais comentários".

Lusa
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