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A informação foi deixada ontem à noite por Carlos de Oliveira, presidente da Caritas Diocesana do Algarve e membro da equipa de gestão do Fundo Diocesano Social, num seminário promovido pelo Curso de Educação Social da Universidade do Algarve na Escola da Superior de Educação e Comunicação daquela academia.

O fundo em causa é composto por valores provenientes das renúncias quaresmais dos católicos algarvios, da contribuição de um mês de ordenado dos sacerdotes do Algarve e de donativos particulares.

Carlos Oliveira explicou aos estudantes que os apoiados são desempregados, beneficiários do Rendimento Social de Inserção ou de subsídio de desemprego e responsáveis por agregados familiares compostos, por vezes, por 5 ou 6 pessoas, que incluem, normalmente, filhos em idade escolar.

Aquele responsável adiantou ainda que os pedidos de ajudam visam, sobretudo, pagar rendas de casa em atraso, água, gás, luz ou medicamentos. “O que mais me aflige é ver que a maior preocupação das pessoas é a casa e chegam a ter 4, 5 ou 6 meses de renda em atraso”, testemunha aquele responsável, acrescentando que os valores de rendas em atraso atingem, por vezes, “mais de 2000 euros”. “Se não apoiássemos estas pessoas, elas seriam vítimas de ações de despejo”, complementa, garantindo não haver rendas mensais inferiores a 300 euros e que a maioria atinge os 450 euros.

O apoio, que não contempla reincidentes, é decidido por uma equipa de gestão que analisa caso a caso, segundo o relatório elaborado por técnicos credenciados. Uma das condições impostas para receber a ajuda, subjacente ao próprio regulamento do Fundo Diocesano Social, é que se verifique a situação de desemprego do beneficiário e, no caso dos casais, que a mesma se verifique pelo menos em relação a um dos seus membros.

Os donativos para o Fundo Diocesano Social podem ser feitos através do NIB 001800000617213600178.

Samuel Mendonça
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