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Futura igreja do Rogil, a primeira dedicada no Algarve a S. Vicente, já tem primeira pedra (com fotos)

A bênção e o lançamento da primeira pedra da primeira igreja do Algarve dedicada a São Vicente, diácono, mártir e padroeiro principal da diocese algarvia, realizaram-se no passado sábado (5 de maio) no Rogil.
A celebração, presidida pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, contou com a presença do presidente da Câmara de Aljezur, José Amarelinho, do presidente da Junta de Freguesia local, Eliezer João Candeias, e constituiu o primeiro passo para o arranque da obra que está prevista construir-se em plena costa vicentina, no concelho Aljezur.A paróquia de Aljezur está a projetar a construção da futura igreja da comunidade do Rogil, que contemplará também um centro paroquial anexo, casas mortuárias e uma residência paroquial.Aquela comunidade celebrou a eucaristia ao longo dos últimos 20 anos no pequeno salão da Junta de Freguesia local, emprestado para esse fim. Desde outubro do ano passado deixaram de celebrar ali, passando para o edifício de um antigo supermercado, cedido gratuitamente pelo seu proprietário, durante dois anos, para a celebração dominical.

O novo edifício, embora provisório, é de construção relativamente recente e dispõe das condições necessárias. “O salão da Junta de Freguesia não oferece condições para a celebração, até porque muitas pessoas já não conseguem deslocar-se àquele espaço por causa da escadaria. Para além disso, o salão já é muito pequeno para tantas pessoas”, referia já em 2009 o padre José Joaquim Campôa, pároco local, à FOLHA DO DOMINGO.

O sacerdote testemunha que, em média, a eucaristia agora é participada por cerca de 40 pessoas. “A comunidade do Rogil cresceu muito e agora há mais participação porque o acesso é melhor”, salienta.

O terreno para a construção da futura igreja, com cerca de 1360m2, foi cedido no final de 2009 pela Câmara Municipal de Aljezur à paróquia. O projeto de arquitetura, oferecido pelo construtor que deverá executar a obra, está concluído e aprovado pela autarquia, seguindo-se agora a execução e aprovação dos projetos de especialidade.

O padre José Campôa garante que “a comunidade está recetiva, entusiasmada para ver nascer a igreja”, cuja obra ainda não tem data de início prevista. “Presentemente os velórios são feitos na capela do cemitério mas as pessoas estão ansiosas por ter uma casa mortuária para velar os seus entes queridos”, testemunhou o sacerdote.

Por outro lado, o pároco destaca que a comunidade “tem sido muito generosa”. “Durante estes dois anos temos feito uma campanha de angariação de fundos. Neste momento a paróquia tem apenas 30 mil euros, mas estou convencido de que as pessoas vão continuar a aderir”, augurou, adiantando que a primeira fase da obra contempla apenas a construção da Igreja. “Depois, se tivermos dinheiro, avançamos com o resto”, sustentou o sacerdote, referindo-se aos apoios. “O construtor está disposto a ajudar-nos também na construção. A Junta de Freguesia disponibilizou-se para assegurar a construção das casas mortuárias e esperamos contar com algum apoio da Câmara”, desejou.

Samuel Mendonça

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