Pub

Segundo fonte do Comando de Faro da GNR, o grupo furtava não só o dinheiro e o tabaco contidos nas máquinas como, por vezes, as próprias máquinas, que eram depois destruídas e abandonadas em zonas de mato e que foram todas localizadas.

A operação foi desencadeada após o furto, na terça-feira, de uma máquina instalada num estabelecimento no sítio do Rasmalho, em Portimão, que levou à emissão de três mandados de buscas domiciliárias e dois de busca em viaturas.

Durante as buscas, a GNR apreendeu 150 maços de tabaco, quatro televisores de plasma, quatro computadores, dez telemóveis e duas viaturas, além de material usado nos furtos e outras peças cuja origem ainda não foi apurada.

O "modus operandi" do grupo consistia em arrombar as portas ou janelas dos estabelecimentos para aceder às máquinas, que eram depois arrombadas no local ou levadas.

Além do tabaco, os assaltantes tinham o hábito de furtar alimentos, nomeadamente carne e mel, acrescentou a mesma fonte da GNR.

Os crimes eram efetuados de forma dispersa pelo barlavento algarvio, com especial incidência nas localidades de Mexilhoeira Grande, Figueira, Rasmalho, Monchique e Portelas, nos concelhos de Portimão, Lagos e Monchique.

Dos detidos – quatro homens e quatro mulheres, com idades entre os 16 e os 40 anos -, sete foram constituídos arguidos e ficaram sujeitos a termo de identidade e residência e um foi inquirido apenas na qualidade de testemunha.

Com esta operação, a GNR acredita ter dado um "grande golpe" neste tipo de crime, embora o Núcleo de Investigação Criminal do destacamento de Portimão da GNR ainda vá prosseguir com as investigações.

Lusa

Pub