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Enquanto o leão-marinho bebé – batizado de “Pancho” em renhida votação na Internet – dá os primeiros passos de barbatana mas só agora aprende a nadar, na zona de quarentena do parque, o golfinho bebé ainda sem nome segue a mãe e, como diz à Lusa um responsável do zoo, resume a sua existência a “mamar e nadar”.

“Os golfinhos não dormem e o que fazem nesta altura da sua vida é mamar e nadar, mamar e nadar, explorando cada vez mais com o meio ambiente à sua volta”, explica o diretor de Ciência e Educação do parque aquático de Albufeira, Élio Vicente.

Após um período de gestação superior à dos humanos, de 52 a 53 semanas, o golfinho macho da espécie ruaz nascido a 1 de julho terá agora um período de amamentação que, tal como acontece com a espécie humana, pode ir das poucas semanas até mais de um ano.

Segundo Élio Vicente, entre os três e seis meses de vida o pequeno cetáceo começará a abocanhar pequenos pedaços de comida que a sua mãe deixará cair, sendo assim introduzido no mundo dos alimentos sólidos, quer dizer, do arenque, cavala, carapau e lula, que constituirão a base da sua alimentação futura.

Para evitar problemas de consanguinidade, mãe e filho serão separados e o jovem mamífero será transferido para a piscina dos solteirões, todos machos adolescentes como ele, um dos vários grupos em que se divide o conjunto de cerca de 20 golfinhos que há no parque.

“A partir daí já não se cruzam com o grupo da mãe”, enfatizou Élio Vicente, observando que aquela é a forma que os técnicos encontraram de substituir o papel da Natureza em ambiente de cativeiro, uma vez que no ambiente natural os jovens também saem do grupo da mãe antes de estar em condições procriar.

Enquanto isso não acontece, os comportamentos de mãe e filho são monitorizados 24 horas por dia através de um vidro subaquático que dá para a piscina em que se encontram.

De teclado numa mão e bloco de notas na outra, a técnica de serviço regista as horas e períodos de amamentação – normalmente períodos de poucos segundos a cada 20 minutos –, as “idas à casa de banho” e descreve outros aspetos comportamentais, com atenção redobrada a fatores anómalos.

Para já, o pequeno golfinho ainda não tem nome, mas o Zoomarine está a pensar repetir a bem sucedida experiência do Pancho, colocando os nomes ao critério dos visitantes do seu sítio de Internet e página do Facebook.

“Para já, vamos deixar a escolha do nome ao critério do público, depois provavelmente escolheremos os mais votados ou adaptáveis ao nome que um golfinho deve ter e poremos esses nomes à votação final”, resume o diretor de Ciência e Educação.

Quando tiver finalmente um nome “de gente” – atualmente, na brincadeira, os tratadores tratam-no por R2-D2, o nome do robot da Guerra das Estrelas – será altura de tornar mais assídua a convivência com os espetadores do parque, levando-o aos espetáculos.

“Apresentámo-lo ontem [quarta-feira] pela primeira vez e as pessoas adoraram. Há uma empatia natural entre as nossas duas espécies, somos muito parecidos”, constata Élio Vicente.

Lusa

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