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“Se não educarmos os jovens sobre a promoção da saúde e a proteção da doença, teremos doentes em fases mais precoces da vida”, alertou Isilda Gomes, que foi uma das participantes da conferência organizada pela Plataforma, no Salão Nobre da Câmara de Faro.

A governadora civil manifestou a sua satisfação por “ver a área da Educação presente na conferência, através da Direcção Regional de Educação e da Universidade do Algarve”, e considerou que a sociedade civil tem um papel "fundamental" na promoção da saúde preconizada pela Plataforma.

“Mais e melhor informação permite construir melhores respostas pessoais, familiares e, sobretudo, sociais. Antes, quando era diagnosticado um cancro a alguém, as pessoas ficavam sem saber quais as portas que tinham. E toda a sociedade perdia com isso. A Plataforma é fundamental para o aconselhamento e para doentes e famílias encontrarem portas”, declarou a representante do Governo da República no Algarve.

Isilda Gomes considerou que cabe, em primeiro lugar, aos profissionais de saúde dar informação aos doentes, mas outras entidades, como o próprio Governo Civil, as autarquias, as autoridades de saúde e educação e a sociedade civil, também têm essa responsabilidade.

“Só temos uma democracia plena quando todos os cidadãos têm os mesmos direitos e este trabalho ajuda a melhorar a democracia”, afirmou ainda Isilda Gomes, para quem “o Algarve atingiu já um patamar de grande qualidade nos cuidados de saúde”.

A presidente da Plataforma, Irene Domingues, explicou que esta foi criada, em 1998, para “fazer avançar a coligação entre profissionais, promotores, doentes e consumidores”, estando vocacionada para estabelecer um “maior e melhor diálogo entre todos os parceiros da saúde”.

Traçou um cenário de como a promoção da saúde e a proteção da doença avançou nos últimos anos e destacou a criação do Espaço Saúde em Diálogo, em Faro, há cerca de um ano, com o patrocínio do Alto Comissariado da Saúde, a Administração Regional de Saúde do Algarve e o Hospital Distrital de Faro.

“É um espaço que pode ser utilizado por todas as [cerca de 30] associações que constituem a Plataforma. Ali podem ter lugar sessões de informação sobre doenças crónicas, os representantes de organizações de doentes podem dar informações a quem delas necessitar, existe material informativo sobre as diversas patologias, promoção da saúde e aconselhamento disponível para todos”, precisou.

“Chegou a hora de expandir a influência do espaço”, concluiu a presidente da Plataforma, sublinhando que “é possível e desejável estabelecer alianças duradouras com o Governo Civil, a Câmara de Faro, a Direcção Regional de Educação e a Faculdade de Economia da Universidade do Algarve” e contar com a divulgação dos meios de comunicação social para dar a conhecer o trabalho desenvolvido.

Lusa

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