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Macário Correia afirmou hoje à Lusa que sempre defendeu a criação de uma entidade para coordenar a gestão dos transportes na região, tal como as que existem em Lisboa e no Porto, uma vez que a mobilidade no Algarve “não tem uma política objetiva”.

Segundo o autarca, esta autoridade deveria congregar as autarquias e os operadores públicos e privados de transportes fluviais, rodoviários, férreos e também taxistas.

Ao abrigo de um despacho daquele ministério datado de 05 de janeiro o grupo teria um prazo de 90 dias para apresentar uma proposta de organização do sistema de transportes nos concelhos de Faro, Loulé, Olhão, Tavira e São Brás de Alportel.

A proposta deverá ter em conta a rede de transportes públicos local e regional, as políticas de estacionamento, devendo igualmente existir uma integração nos instrumentos de gestão do território, lê-se no despacho a que a Lusa teve acesso.

O presidente da Câmara de Faro lamenta que nada tenha ainda sido feito nesta matéria, apesar de este ser já o “terceiro despacho” que cria “pela terceira vez” um grupo de trabalho para elaborar uma proposta.

“Andamos nisto desde 2006, vai para sete anos que se produzem grupos de trabalho para fazer relatórios sobre uma situação que só se tem agravado”, sublinha, acrescentando que até agora “não houve qualquer sinal positivo para resolvê-la”.

O social democrata espera que o grupo de trabalho possa produzir até abril um relatório “concreto” para que se tomem “medidas imediatas”.

Lusa

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