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Foto © Luís Forra/Lusa

A requalificação da ponte internacional sobre o Guadiana vai permitir intervir numa ligação “muito importante” para os fluxos turísticos e económicos entre Portugal e Espanha, preparando-a para as “próximas décadas”, considerou ontem o ministro do Planeamento e Infraestruturas.

Pedro Marques participou ontem, no Algarve, na cerimónia de apresentação da empreitada de requalificação da ponte que liga o Algarve e a região espanhola da Andaluzia, ao lado do ministro do Fomento de Espanha, Iñigo de la Serna, e da ministra espanhola do Emprego e Segurança Social, Fatima Báñez, que pediram aos presentes para se associarem a um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado de sábado em Londres, assinalado às 12:00 espanholas (11:00 em Portugal).

Após cumprir essa homenagem aos sete mortos e cerca de 50 feridos do ataque em Londres, Pedro Marques destacou a importância do investimento de 9,3 milhões de euros efetuado pelos dois países na requalificação da travessia, atualmente com 26 anos, e que vai permitir intervir nos tirantes, no pavimento, na sinalização e na estrutura da ponte e do tabuleiro de acesso, existente apenas do lado português.

“Hoje cumprimos um dos desígnios com que ficámos comprometidos no final da cimeira [luso-espanhola] de há uma semana: o lançamento desta obra e a sua realização durante este ano e o ano de 2018. É uma obra muito importante, esta ponte sobretudo é muito importante, como é sabido, para a relação entre os dois países”, afirmou Pedro Marques na apresentação, realizada junto ao posto de fronteira de Castro Marim/Ayamonte (Espanha).

O governante frisou que, para traduzir a importância da travessia, basta “pensar no que era a relação económica entre os dois territórios antes da existência desta ponte, com a ligação de ‘ferry’ de um lado ao outro do rio e todas as dificuldades associadas”, e em “tudo o que foi o desenvolvimento dos dois lados da fronteira com a conclusão da ponte”, em 1991.

“Com a reabilitação que fazemos da parte do tabuleiro, dos tirantes e dos pavimentos, é uma ponte que fica pronta em condições de segurança, de circulação de qualidade, para enfrentar as próximas décadas de aproximação entre os dois países e estas duas regiões”, acrescentou.

Pedro Marques anunciou também que o Governo está apostado em melhorar as condições de circulação na Estrada Nacional 125 (EN125) e espera lançar, “até final do ano, três a quatro intervenções” na área do sotavento, entre Olhão e a fronteira.

O ministro pediu “paciência” às populações enquanto as obras em curso decorrem até final do mês e disse que quer “concluir as negociações com a concessionária para que no resto da EN125 sejam realizadas as obras mais importantes e urgentes para a segurança das populações”.

“Queremos até final do ano lançar três a quatro intervenções muito concretas, que são as mais urgentes na EN125 de Olhão para a fronteira”, precisou o ministro, apontando como prioritárias a travessia de Olhão, a zona do Almargem (Tavira) e a da Praia Verde (Castro Marim).

O ministro espanhol, Iñigo de la Serna, destacou a boa colaboração que o Governo espanhol tem tido com o português nesta área, o que também permitiu a intervenção na ponte entre Tui e Valença, entre o Minho e a Galiza, e vai traduzir-se numa “posição conjunta” dos dois países na cimeira da União Europeia sobre mobilidade terrestre.

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