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O responsável da pasta dos transportes rejeitou, no entanto, de o Governo voltar atrás e suspender as portagens na Via do Infante, uma das quatro antigas autoestradas Sem Custos para o Utilizador (SCUT) que passaram a ser pagas e que, desde a introdução da medida, a 8 de dezembro, sofreu quebras no tráfego.

O governante voltou a defender que “as obras públicas têm que ser pagas e o principio do utilizador-pagador é importantíssimo”, afirmando saber o “impacto que, no Algarve e noutras zonas, as portagens tiveram”.

Santos Pereira sublinhou, no entanto, que “não adianta ter a ilusão de que estas obras não se pagam” e disse que “foi por, durante muitos anos, se ter mantido a fantasia de que havia obras que não se pagavam” que o país chegou à situação atual.

À chegada a Vale do Lobo, Almancil, onde o Grupo Nogueira abriu um supermercado Alisuper, o ministro tinha à espera uma delegação da Comissão de Utentes da Via do Infante, que lhe entregou um dossiê com a documentação sobre a sua exigência de suspensão das portagens e as razões que levam a pedir a medida.

O dirigente da Comissão de Utentes da Via do Infante reafirmou que a Estrada Nacional 125 “não é alternativa” à A22 e lamentou o aumento da sinistralidade.

Liliana Lourencinho com Lusa
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