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Grupo chinês e europeu investem 200 milhões de euros em central solar em Alcoutim

Foto © Samuel Mendonça

O grupo China Triumph International Engeneering (CTIEC) e o seu parceiro europeu WeLink vão investir 200 milhões de euros numa central solar fotovoltaica, em Alcoutim, com uma capacidade instalada de 200MW.

O projeto visa instalar um empreendimento, designado Solara4, com capacidade de produção de eletricidade de 200 MW, numa área de 800 hectares, que deverá gerar cerca de 200 postos de trabalho na fase de construção, localizada numa zona de serra no nordeste do Algarve.

Este investimento vai dar origem nos próximos dois anos à maior central solar fotovoltaica não subsidiada de Portugal, ao contrário dos projetos de energia solar anteriormente construídos em Portugal.

“Este é um investimento estrangeiro que hoje está a lançar a primeira pedra em Portugal, um investimento de 200 milhões de euros, ou seja, um investimento de grande escala, que é o maior investimento que esta empresa está a fazer em todo o mundo, e já tem investimentos em painéis solares em várias partes do mundo, e é também o maior parque solar não subsidiado”, afirmou aos jornalistas o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que participou na cerimónia de apresentação do projeto.

O governante considerou que este investimento, “ao ser não subsidiado”, dá corpo a “uma estratégia muito clara de apostar nas renováveis, mas apostar nas renováveis sem com isso trazer mais custos para os consumidores”.

“Os consumidores pagaram no passado preços mais elevados pelo fomento às energias renováveis, nós não queremos interromper o progresso que podem ter as energias renováveis, mas felizmente a tecnologia evoluiu e evoluiu de uma maneira que hoje é possível, ao nível da energia solar, ser competitivo, pagar o investimento com tarifas não subsidiadas”, disse.

Manuel Caldeira Cabral acrescentou que “este é um investimento de grande escala” e “o primeiro de uma série de investimentos que esta empresa quer realizar em Portugal”, sem avançar mais pormenores sobre os planos de expansão.

“Estamos a falar de uma grande empresa mundial, com um investimento já muito considerável nesta área e que está a demonstrar que é possível voltar às energias renováveis, é possível aproveitar melhor este que é um recurso que Portugal tem e estou certo de que esta empresa vai ter aqui produção em termos de energia solar muito mais forte do que aquilo que teve, por exemplo, em Inglaterra”, referiu o ministro, numa referência a um país onde as empresas promotoras já instalaram centrais solares semelhantes.

Manuel Caldeira Cabral considerou ainda que “a produção de energia elétrica, a partir de energia solar, pode ser quatro a cinco vezes maior” à atual e sublinhou que a “zona do sul do país é uma zona muito favorecida pelo sol” e com boas condições para estes projetos.

“Isto significa uma criação de postos de trabalho bastante elevada, de mais de 200 postos de trabalho na construção, estamos a falar de uma construção que se prolonga por dois anos, mas significa também postos de trabalho na manutenção e postos de trabalho em todo o projeto”, realçou o governante.

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