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Em comunicado, o líder da associação, José Vitorino, refere que o aumento do efetivo de guardas para reforçar a segurança no concelho não deve servir para “mascarar as graves carências” de meios humanos e operacionais das forças de segurança.

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia (PSD), anunciou na passada semana a intenção de lançar um concurso público para aumentar o efetivo de guardas, uma vez que atualmente apenas existem dois a trabalhar na baixa de Faro.

A ideia do autarca é alargar o serviço a outras zonas do concelho, nomeadamente à área do mercado municipal e à freguesia de Montenegro, disse o próprio à Lusa, adiantando que a proposta surgiu no Conselho Municipal de Segurança.

“Os guardas noturnos não podem servir para as autoridades sacudirem a água do capote e não assumirem as suas responsabilidades”, sublinha o antigo presidente da autarquia, alertando para o facto de ser o município a pagar este serviço.

Segundo José Vitorino, as causas dos problemas de segurança em Faro são a falta de equipamentos e meios humanos na PSP e GNR que, diz, têm merecido de Macário Correia um “silêncio conivente”.

“Há polícia para multas de trânsito, rebocar carros e fins ‘abusivos’, por solicitação da Câmara, mas falta polícia para o essencial da segurança de pessoas e bens”, conclui.

Lusa
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