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O centro histórico de Vila Real de Santo António vai contar com uma unidade das Pousadas de Portugal, num investimento de três milhões de euros do Grupo Pestana, disse hoje o CEO do grupo.

José Theotónio, CEO do Grupo Pestana, participou hoje, no edifício da antiga Alfândega de Vila Real de Santo António, na assinatura do contrato para a construção da unidade hoteleira de cinco estrelas, que vai ocupar três edifícios da zona histórica pombalina, detidos pela empresa municipal Sociedade de Gestão Urbana (SGU).

O contrato de aluguer dos edifícios, celebrado entre o grupo, o município e a SGU por um período de 30 anos, vai permitir desenvolver um projeto hoteleiro “com 57 quartos, cerca de 114 camas” e criar “um total de 30 postos de trabalho”, precisou José Theotónio, em declarações aos jornalistas no final da cerimónia.

O grupo assinou um contrato de cedência do espaço com a empresa municipal SGU e com o município, por um período de 30 anos, renovável, explicou o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pestana Pousadas, Castanheira Lopes, frisando que o projeto é também possível devido ao acordo celebrado com a Enatur, empresa criada para gerir a marca Pousadas de Portugal e que fez a cedência da marca ao grupo hoteleiro madeirense.

Castanheira Lopes explicou que a escolha de Vila Real de Santo António para a localização desta unidade da Pousadas de Portugal obedece à “estratégia de reconversão” de “edifícios patrimoniais e de relevância arquitetónica”, que tem sido seguida pelo grupo nas outras pousadas que opera em Viseu, Porto, Cascais, Lisboa, Tavira, Estoi (Faro) e Covilhã.

A mesma fonte disse também que, assim que o projeto foi apresentado à Câmara de Vila Real de Santo António, os autarcas e técnicos que o avaliaram “compreenderam a mais-valia” que representava para “a diversificação e qualificação da oferta turística” do concelho e da zona histórica pombalina.

A mesma fonte revelou que o grupo Pestana Pousadas pretende apresentar o projeto de arquitetura em junho, obter licenciamento para obra em agosto e avançar com os trabalhos em setembro, embora haja procedimentos que não dependem só da empresa e implicam decisões e aprovações nos órgãos municipais.

“Dentro de 12 meses, se tudo correr bem, vai poder estar acabado e em funcionamento”, afirmou José Theotónio, que qualificou Vila Real de Santo António como “um sítio perfeito para a visão que o grupo tem das Pousadas”, que passa, “por um lado, estar onde há turistas, e isso claramente acontece no Algarve”, e por outro “usar património que está construído e classificado”, como acontece no centro histórico daquela cidade algarvia, fundada em 1776 pelo Marquês de Pombal no reinado de D. José I.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, destacou “o investimento de 120 milhões de euros” que o seu executivo fez nos últimos 12 anos para dotar o concelho de “infraestruturas básicas” e criar mecanismos que permitissem fazer do centro histórico “um ativo patrimonial único”, com capacidade para atrair investimentos como o que o grupo Pestana agora inicia na cidade.

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