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Segundo informações dos últimos censos, de 2001, a região algarvia tem 811 pessoas cegas ou amblíopes (enfraquecimento acentuado da sensibilidade visual), mas “poucos sabem Braille (interpretação dos símbolos formados por pontos em relevo), disse hoje à Lusa Diogo Costa, da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) do Algarve, a propósito do Dia Mundial do Braille, que se assinala na terça-feira.

Segundo o presidente da mesa de Assembleia da ACAPO do Algarve, uma das principais razões para o Braille ser pouco praticado é os cegos na região serem quase todos idosos e nunca terem aprendido ou usado aquele método ou então serem jovens e preferirem as novas tecnologias com, por exemplo, sintonizadores de voz.

Os invisuais mais jovens preferem adaptar as novas tecnologias à sua deficiência e através do computador chegam à informação e comunicam com os outros.

Em declarações à Lusa, a governadora civil de Faro prometeu prosseguir com os esforços para apoiar os invisuais do Algarve e expressou “afetividade a todos os que sofrem de cegueira”.

O Governo Civil de Faro está, por exemplo, a apoiar a iniciativa de construção de um protótipo de bicicleta especialmente concebida para invisuais poderem pedalar em circuitos fechados, com aviso sonoro de obstáculos. Colocou também em marcha, em 2008, o primeiro Programa Regional de Desporto Adaptado do país que se destina a todos os portadores de qualquer tipo de deficiência.

A iniciativa “Easy Voice” do Governo Civil é outro programa que existe no Algarve e que permite transformar em voz aquilo que se escreve e que tanto pode ajudar invisuais como surdos mudos.

O Dia Mundial do Braille assinala-se a 04 de janeiro para evocar o nascimento de Louis Braille, a no mesmo dia de 1809.

Louis Braille, invisual desde os três anos e que morreu aos 43, foi o inventor do “Método de Braille”, que permite aos invisuais lerem e escreverem.

Lusa

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