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Foram 18 os algarvios, entre os 150 portugueses, que participaram no Encontro Europeu de Jovens de Taizé em Wrocław, na Polónia, que reuniu este ano 15 mil jovens e que ontem terminou.

Raquel Travia, uma das participantes algarvias no Encontro Europeu de Taizé, ao centro.

Uma das participantes, estreante nestas iniciativas promovidas pela Comunidade Ecuménica de Taizé, garante ao Folha do Domingo que vem “mais enriquecida espiritualmente”. Raquel Travia, de 19 anos, acrescenta que as expetativas em relação ao encontro “foram sem dúvida superadas” e garante ter ficado “surpreendida com a hospitalidade dos polacos”. “Espero um dia retribuir todo este amor aos que tão bem me receberam”, acrescenta, manifestando que no regresso a casa será “inevitável o saudosismo”.

“Engana-se quem pensa que as cicatrizes da guerra lhes afetou a simpatia! A verdade é que estes colmataram as temperaturas baixas com o seu acolhimento caloroso”, conta aquela jovem da paróquia do Montenegro, nos arredores de Faro.

Raquel Travia, estudante de Sociologia da Universidade do Algarve, destaca a “diversidade cultural imensa” e testemunha que as “diferenças” que poderiam separar os milhares de participantes foram colmatadas pelo que os unifica: “Deus e a oração que nos conecta a Ele”, realça. A jovem garante que, à semelhança do que aconteceu em Taizé que conheceu no último verão, também em Wrocław conseguiu “realmente ver a magnificência da criação de Deus”.

O 42º Encontro Europeu de Jovens, iniciado no passado dia 28 de dezembro, ficou marcado pela mensagem de apoio aos estrangeiros, marginalizados e vítimas da pobreza. Nas suas meditações, o prior da Comunidade de Taizé, no sul da França, desafiou os participantes de várias confissões cristãs a esse trabalho. O irmão Alois exortou os jovens à “coragem de ir ao encontro dos outros” e a trilharem “caminhos de liberdade e de justiça”.

Aquele responsável destacou ainda o “compromisso de tantos na salvaguarda da criação, na protecção da biodiversidade”, lamentando o espaço ganho pelo “consumismo” nas últimas décadas.

Na cidade polaca de Wrocław, o irmão Alois disse também em conferência de imprensa que os jovens têm sido líderes na mudança de comportamentos em defesa do planeta e no acolhimento aos refugiados.

O encontro anual é parte da “Peregrinação de Confiança através da Terra” promovida pela comunidade ecuménica há mais de 40 anos, com momentos de oração nas paróquias da cidade de acolhimento e reflexão em temas como o diálogo entre povos, a paz, a fé e o compromisso social.

Um dos momentos marcantes é a passagem de ano, num programa que inclui uma vigília de oração pela paz no mundo, seguida por uma ‘festa dos povos’, na paróquia de acolhimento dos vários participantes.

A comunidade de Taizé congrega uma centena de monges, de várias Igrejas cristãs e de mais de 30 países, incluindo Portugal, unidos como “sinal de reconciliação entre os cristãos e os povos separados”.

A comunidade ecuménica de Taizé anunciou que o próximo Encontro Europeu de Jovens vai decorrer na cidade italiana de Turim, de 28 de dezembro de 2020 a 1 de janeiro de 2021.

O encontro de Turim será o sétimo promovido pela comunidade ecuménica em Itália, depois de quatro edições em Roma e duas em Milão.

Participantes algarvios no encontro em Wrocław (Polónia)

Os participantes algarvios no encontro deste ano, oriundos das paróquias Matriz de Portimão, Monchique, Montenegro, Quarteira e São Luís de Faro, foram acompanhados pelo pároco de Monchique, o padre Tiago Veríssimo, e integrados num grupo da Póvoa do Varzim.

Depois da viagem de 3700 quilómetros até Wrocław, seguem-se agora outros tantos de regresso ao Algarve, com passagem por cidades como Dresden, Frankfurt (Alemanha) ou Paris (França).

com Ecclesia

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