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Na Via do Infante (A22), os movimentos de protesto são assumidos pelo professor João Vasconcelos, professor de História e militante do Bloco de Esquerda (BE), partido pelo qual concorreu nas últimas autárquicas à Câmara de Portimão.

As ligações bloquistas do porta-voz da Comissão de Utentes da Via Infante levaram os autarcas da região a retirarem o seu apoio aos protestos que tiveram ponto alto no dia 08 de outubro, com uma marcha lenta e um buzinão na Estrada Nacional 125.

Mas se no sul, é o BE quem lidera os protestos, nas concessões do centro do país as caras mais visíveis dos movimentos de utentes são afetas ao PCP.

Exemplo disso é o caso do militante comunista António Ferreira, porta-voz da Comissão de Utentes da A23 do distrito de Santarém.

Economista do Entroncamento e ex vereador na autarquia, António Ferreira desvalorizou a sua condição político partidária, considerando que o movimento anti-portagens “é muito abrangente”.

“A comissão é bastante abrangente e envolve muitas pessoas de vários quadrantes políticos e outros, que não perfilham ideologias políticas, pelo menos que se conheça”, afirmou.

António Ferreira, que colige os dados económicos e estatísticos relativos à região do Médio Tejo para a estrutura distrital comunista, considerou que a eventual cobrança de portagens naquela autoestrada, como defende o Governo, “implicaria um retrocesso de 25 anos nas acessibilidades” da região.

“Já chega que se sirvam dos nossos recursos para enriquecer o litoral e que não seja dado um retorno justo a uma região deprimida e necessita de ajuda para fixar as populações”, afirmou, prometendo que “a luta” vai continuar.

“Para já com a recolha de abaixo assinados e contacto com as populações, concelho a concelho, e depois com a colocação de tarjas, panos de protesto e buzinões”, disse António Ferreira.

Mais a norte, o dirigente da Fenprof e destacado militante comunista de Viseu Francisco Almeida tem dado a cara pela Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23.

No entanto, esta é apenas mais uma luta cívica do dirigente da estrutura distrital comunista, que já integrou o Movimento em Defesa dos Serviços Públicos de Saúde e foi dinamizador do movimento promotor da petição “Pela criação da Universidade Pública de Viseu”.

Francisco Almeida é dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro e do secretariado nacional da Fenprof, aparecendo frequentemente a liderar os protestos da sua classe na região.

No currículo deste professor do ensino básico especializado em Administração Escolar, de 51 anos, estão também combates políticos.

Já concorreu às presidências das câmaras de Viseu e de Vouzela, em 1999 foi o primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Viseu às eleições legislativas e, no ano passado, mandatário distrital.

De acordo com a legislação aprovada já pelo Governo, estas três concessões serão sujeitas a portagens a partir de 15 de abril de 2011.

A partir da próxima sexta feira, as concessões do norte do país (Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata) serão sujeitas a portagens.

Lusa

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