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“O suspeito era procurado pela PSP por ser visado num mandado de detenção para o cumprimento de uma pena de oito anos de prisão efetiva”, adianta o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) em comunicado.

Segundo a PSP, esta pena resulta do facto de ter sido condenado no âmbito do processo que ficou conhecido como “Máfia da Noite”, relacionado com casas de diversão noturna de Lisboa e cuja investigação esteve a cargo da Divisão de Investigação Criminal, sob a coordenação da Unidade Especial de Combate à Criminalidade Especialmente Violenta do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

O homem, de 38 anos, acabou por ser detido na quinta-feira em Albufeira pela posse de um revólver calibre.32 e 16 munições do mesmo calibre.

“O detido encontrava-se já há algumas semanas na zona algarvia e, confiante no facto de se encontrar fora da sua área de residência, movimentava-se com alguma facilidade e à vontade, nomeadamente nas zonas de diversão noturna de Albufeira. Neste local foram recolhidas informações que ligavam o suspeito ao controlo da segurança nos estabelecimentos de diversão noturna e à prática do tráfico de estupefacientes”, adianta a PSP.

Após recolha e análise de informação, a polícia deslocou-se na terça-feira de manhã ao Algarve, seguindo, desde bem cedo, todos os passos do suspeito. “Reunidas todas as condições de segurança para a abordagem do suspeito”, a polícia deteve-o cerca das 15:00.

“A abordagem deu-se quando saiu de casa e, saindo na sua viatura, de alta cilindrada, tentou a fuga, abalroando uma das viaturas da PSP. Contudo, efectuou-se a sua interceção e detenção, sendo que o indivíduo se encontrava na posse de uma arma de fogo, devidamente municiada, e na posse de mais 10 munições”, refere o comunicado.

O detido, indiciado noutros processos-crime ainda a decorrer, por factos relacionados com atos de violência em estabelecimentos de diversão noturna de Lisboa, será hoje presente no Tribunal da Comarca de Albufeira, pela posse da arma de fogo.

De seguida, o homem recolherá ao estabelecimento prisional para o cumprimento da pena de oito anos de prisão efetiva.

Os 14 arguidos envolvidos neste caso começaram a ser julgados em 2008 pelos crimes de lenocínio (favorecimento à prostituição), extorsão e associação criminosa relacionados com casas de diversão noturna de Lisboa.

Os arguidos estavam acusados de, entre 2002 e 2007, terem montado um esquema em que impunham serviços de segurança e prostitutas aos proprietários de conhecidos bares de alterne.

Lusa
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