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O comício ficou marcado por incidentes, com elementos do público a gritar contra o Governo, tendo a PSP, cuja presença foi solicitada pelo diretor de campanha do PS e chefe de gabinete do Governo Civil, identificado oito pessoas.

Em comunicado enviado hoje à Lusa, o cidadão que alega ter sido conduzido à esquadra, identificado como Rui Beles Vieira, admite ter-se recusado a fornecer a sua identificação porque o agente que a pediu também não se identificou.

“Eu disse – no meio da confusão – tenho aqui o BI mas já agora gostaria que se identificasse pois nada me diz que é agente”, relata, sublinhando ter-se apercebido depois que “boa parte” dos homens que ali estavam eram “polícias à paisana”.

A PSP refere que o homem conduzido à esquadra acompanhava uma mulher de cerca de 30 anos que se alegadamente preparava para lançar tomates ao carro onde se encontrava José Sócrates, já a abandonar o local.

A polícia não conseguiu identificar a mulher devido ao elevado número de pessoas que ali estava, mas notou que o homem a seu lado chamou a Imprensa para filmar a atuação policial, “proferindo impropérios” e “dificultando” a ação da polícia.

Frisando ter sido identificado “sem qualquer violência” dentro da esquadra, o homem nega, contudo, estar relacionado com a mulher a seu lado, que alegadamente se preparava para atirar tomates a Sócrates,

“Apenas me recusei a assinar o documento porque me ligava a uma rapariga que estava ao meu lado e da qual nada sei”, refere, acrescentando que estava de visita ao Algarve e negando pertencer a qualquer movimento.

Rui Vieira afirma que apenas conhecia a pessoa que o acompanhava e que, ao sentir-se “indignado” pelo “discurso de mentiras que estava a ouvir na praça”, se dirigiu ao carro para escrever algumas frases em panos brancos que tinha na bagageira.

“Da minha boca não saíram nem frases acerca das portagens, nem sobre o Passos [Coelho], nem PSD ou qualquer outro partido que não fosse o PS, referindo-me à condição precária de milhares de portugueses”, conclui.

Lusa

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