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Segundo o queixoso, o caso aconteceu na madrugada de 7 de fevereiro, na zona de diversão noturna da cidade, quando foi mandado parar pela polícia enquanto conduzia, tendo desobedecido à ordem de paragem.

Poucas horas depois, argumentou João Carlos, quando regressava ao carro, a polícia tê-lo-á surpreendido e “agredido violentamente ao soco, pontapé e com recurso a bastões”, causando-lhe escoriações na face, tronco e lesões nos globos oculares.

João Carlos, de 40 anos, contou à Lusa que os elementos da polícia “agiram sem explicações”, agredindo-o “até ficar estendido no chão”, tendo depois recebido tratamento no Hospital de Faro.

“Estou chocado, nem quero acreditar que isto aconteceu comigo”, disse, afirmando-se inocente e acrescentando que já apresentou queixa no Tribunal de Faro.

Contudo, contactada pela Lusa, a PSP de Faro admitiu que os agentes recorreram à força física para detê-lo, mas dizendo que o condutor terá tentado atropelar um agente.

Segundo o comandante da PSP de Faro, Victor Rodrigues, os agentes tentaram interceptá-lo mas este desobedeceu a três ordens de paragem, tendo na última “acelerado na direção da polícia”.

“Os agentes recorreram à força física”, reconhece aquele responsável, explicando que o homem, com a sua “condução perigosa”, podia ter colocado em perigo a vida de outras pessoas.

João Carlos nega a versão da polícia, afirmando que as autoridades apenas o abordaram uma vez – ordem de paragem à qual assume não ter obedecido -, e rejeitando a existência das outras ordens.

De acordo com o comandante da PSP, os agentes “não se excederam e atuaram corretamente para manter a ordem”.

Lusa

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