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Trata-se de uma iniciativa do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) que se repete pelo quarto ano consecutivo e pretende alertar consciências para a responsabilidade individual de cada um na adoção urgente de medidas de combate às alterações climáticas.

De acordo com Ângela Morgado, da WWF Portugal, a "Hora do Planeta" é uma ação simbólica, que encoraja cidadãos, Governos e comunidades a desligar as luzes durante uma hora, entre as 20:30 e as 21:30 de sábado.

Para este ano está prevista a participação de 107 países e só em Portugal já estão confirmadas 18 cidades, incluindo Lisboa, Porto e Faro, e duas vilas, entre as quais a de Sintra.

Todos estes municípios apresentaram uma lista de monumentos que serão "apagados", com o Porto, que participa este ano pela primeira vez na iniciativa, a tomar a dianteira com 57 monumentos.

Entre os mais emblemáticos do país contam-se a Ponte 25 de Abril, o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, a estátua do Marquês de Pombal, o Cristo Rei e o Castelo de São Jorge, em Lisboa, a Sé, o mercado do Bolhão, e as pontes D. Luis e D. Maria, no Porto, o Largo da Sé e o arco e as muralhas da cidade de Faro, assim como o Convento de Cristo em Tomar.

Na noite de sábado haverá uma iniciativa simbólica em Belém, perto da fonte luminosa, onde estará um interruptor alto que se desligará às 20:30, assinalando o início do "apagão".

Por todo o mundo, os monumentos mais emblemáticos ficarão durante uma hora invisíveis, desde o edifício mais alto, no Dubai, ao Cristo Redentor, passando pela Ópera de Sidney.

Esta iniciativa começou em 2007, em Sidney, e o conceito que esteve na origem foi o de "dar uma hora para o planeta se regenerar", explicou.

Na altura aderiram 2,2 milhões de pessoas, o que representou um decréscimo de 10 por cento no consumo de energia, disse Ângela Morgado.

A partir de então passou a repetir-se sempre no último sábado de março. Em 2008 aderiram mais de 300 cidades, e no ano seguinte atingiram-se as 4000 cidades, com centenas de monumentos e 1,2 mil milhões de cidadãos.

"A WWF adotou esta iniciativa como a mais simbólica. Todos somos responsáveis, todos podemos fazer o combate. É uma responsabilidade individual", alertou.

Em Portugal dificilmente será possível fazer a medição do número de casas a desligar o interruptor e da quantidade de energia poupada nessa hora.

Segundo o diretor e coordenador da Rede Eléctrica Nacional (REN), Artur Lourenço, "é difícil arranjar esses dados, porque a REN não domina o cliente final", além de que a receção da energia proveniente das renováveis introduz algum grau de incerteza.

Artur Lourenço admite no entanto que existe algum risco de o apagão perturbar a segurança da rede.

Por isso mesmo, a REN toma medidas e está particularmente atenta nessa hora para "dar instruções de gerador e mexer na rede" se for necessário, para reequilibrar a produção e o consumo.

O ideal, considera, seria que as pessoas não apagassem as luzes todas ao mesmo tempo. Contudo reconhece que esta é "uma ação simpática para as pessoas se consciencializarem".
Lusa

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