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“A imagem que durante anos tem estigmatizado o Hospital de Faro, com doentes internados em macas nos corredores do Serviço de Urgência Geral, está com os dias contados”, refere a administração num comunicado.

Os trabalhos vão começar dia 19 e o prazo estimado para a sua conclusão é de 45 dias, ficando depois o hospital com possibilidade de “garantir melhores condições assistenciais para os utentes que acorrem a esta unidade de saúde”, acrescenta a administração.

As obras, orçadas em 600 mil euros, vão permitir criar uma área de decisão clínica, em espaço aberto, que vai facilitar a monitorização dos doentes internados e que aguardam na urgência.

A nova área terá capacidade para 26 camas e nove postos de tratamento em cadeirão, que podem passar a ser 12, destinados a assegurar “as melhores condições de conforto” para doentes que tenham que receber transfusões, aerossóis ou injetáveis, de acordo com a administração, liderada por Pedro Nunes, antigo bastonário da Ordem dos Médicos.

“A ampliação que agora se inicia corresponde a um acréscimo de 560m2, que, somados aos atuais 1.180m2 do serviço de urgência, permitirão criar uma área de decisão clínica destinada a acolher e acomodar os doentes que, após passarem pela triagem de enfermagem e pela observação médica, aguardam o resultado de exames complementares de diagnóstico, a observação de especialistas ou eventualmente a transferência para um serviço de internamento”, explica.

“O doente agudo verá desta forma aperfeiçoados os seus circuitos de passagem e acomodação, procedendo-se de igual modo a uma redistribuição dos recursos humanos afetos ao serviço, com a consequente reorganização do trabalho, numa ótica mais funcional, em conceito de equipa e focalizada no doente”, sublinha a administração.

As obras vão também permitir “a deslocalização da sala de observações, que será integrada na área de Decisão Clínica, libertando assim espaço para a instalação de uma sala de trauma, pela qual passarão todos os doentes politraumatizados e que funcionará em plena articulação com a sala de reanimação”.

Segundo a administração, o prazo de conclusão das obras apresentado pela construtura deverá “ser rigorosamente cumprido”, de modo permitir o funcionamento em pleno das novas instalações já em janeiro de 2013, período de inverno onde se regista uma maior afluência e sobrecarga do serviço de urgência devido às complicações associadas à gripe.

Lusa

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