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Das treze crianças atendidas no verão do ano passado, duas morreram, tendo uma morrido afogada no mar e outra já no hospital, onde entrou em estado crítico após um acidente numa piscina.

Sob o lema “Aprenda a salvar o seu filho”, o curso de um dia ensinará aos pais com filhos até aos oito anos como proceder quando existe risco de afogamento, ao abrigo de uma parceria entre o Hospital de Faro e a secção do Sul da Ordem dos Enfermeiros.

De acordo com a enfermeira diretora do hospital, Filomena Martins, o essencial é não entrar em pânico, pedir de imediato socorro e iniciar algumas manobras de reanimação enquanto não chega ajuda.

Levantar o queixo à criança para libertar as vias aéreas ou fazer respiração boca a boca são algumas das manobras que enfermeiros da urgência pediátrica do Hospital de Faro vão ensinar aos pais.

São técnicas de suporte básico de vida pediátrico que podem ser executadas pelos pais de imediato e que podem contribuir para reverter a situação, mas que têm de ser treinadas.

Segundo Filomena Martins, a primeira atitude para evitar os acidentes na água vigiar as crianças, sobretudo quando se encontram perto de uma piscina.

“É preciso ter cuidado com os colchões e as braçadeiras devem estar sempre colocadas”, avisa, sublinhando que o ideal quando se está junto a uma piscina seria que todos colocassem “coletes de salvação”.

A incidência do afogamento infantil é maior nas crianças até aos quatro anos e afeta mais os rapazes. São casos que ocorrem sobretudo durante o verão e em piscinas privadas.

Entre janeiro e setembro de 2008, a Associação Portuguesa de Segurança Infantil (APSI) registou doze casos de crianças mortas por afogamento, cinco das quais em piscinas privadas no Algarve.

Em Portugal, nos últimos sete anos estima-se que cerca de 150 crianças e adolescentes até aos 18 anos morreram por afogamento.

Oitenta por cento dos afogamentos no Algarve ocorrem em piscinas privadas e em 85 por cento dos casos com população não residente.

Segundo a APSI, o número de acidentes em piscinas tem aumentado em Portugal, à medida que aumenta também o número de piscinas.

O afogamento é a segunda causa de morte acidental nas crianças, ultrapassada apenas pelas mortes em acidentes rodoviários e é responsável por meio milhão de mortos por ano, em todo o mundo, segundo dados da Unicef de 2001.

Lusa

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