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Hostel_faroUm grupo de ‘hostels’ de Faro está a reunir-se regularmente para discutir a dinamização do concelho em termos turísticos, procurando apoiar, em conjunto com várias entidades locais, eventos que atraiam novos públicos, disseram diversos intervenientes à Lusa.

Por incentivo dos dois responsáveis do Casa d’Alagoa, o objetivo das reuniões é discutir o que pode ser feito “a nível do destino”, explicou à Lusa Diogo Perry, do primeiro ‘hostel’ da cidade, com Nuno Fernandes a acrescentar que “se ninguém fizer nada, nada melhorará”.

Em causa estão eventos no final do verão ou início do outono, já existentes ou não, que possam “atrair mais gente além dos farenses”, salientou Diogo Perry, que apelou a que sejam criados não mais ‘hostels’, “mas sim outras atividades que alimentem os ‘hostels’”.

Pelo lado da Câmara Municipal, o presidente, Rogério Bacalhau, explicou à Lusa que o facto de haver “hoje mais turistas na cidade vai levar os próprios operadores a perceberem que têm mais mercado” e salientou que “hoje estão a abrir uma série de lojas, seja de restauração seja de outro tipo, porque se percebe que há público”.

“O facto de conseguirmos que a rua de Santo António tenha horários diferentes e mais alargados ao fim da tarde, vai levar algum tempo até que as pessoas percebam isso, mas quando perceberem vêm mais para a baixa. Isto é uma pescadinha de rabo na boca. As pessoas queixavam-se muito de que não vinham à baixa, mas o que é certo é que as respostas que tinham na baixa eram muito diminutas”, referiu Rogério Bacalhau.

Luís Matoso, do Baixa-Portugal Terrace Hostel, passou pela LX Factory, em Lisboa, que usa como exemplo de algo que se pode criar para dar nova energia a espaços abandonados e salienta que faltam atividades, tais como circuitos de “tasquinhas”, de fado, estabelecimentos especializados em conservas, cervejarias, entre outras.

Questionado sobre se a reabilitação do Mercado Municipal foi uma oportunidade perdida nesse sentido, Luís Matoso responde que sim, “completamente”, de tal forma que “é melhor nem falar sobre isso”.

“A cidade não está preparada para receber pessoas mais de três dias”, considerou Luís Matoso, que lembrou o passado mês de setembro, quando, no dia 16, tinha o ‘hostel’ cheio, mas já não podia encaminhar os turistas para as ilhas barreira porque os barcos tinham parado de circular com o fim da época balnear no dia anterior.

Nuno Fernandes e Diogo Perry salientam que “falta usar muito a Ria Formosa”, algo que podia dar uma “experiência diferenciadora” a quem visita o concelho.

“Faro, mesmo só por si, tem muito mais para oferecer do que outras cidades”, disse Diogo Perry.

Para Nuno Fernandes a questão central é “não fazer de Faro o local de passagem que era”, mas sim fazer da cidade “local de destino”.

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