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O presidente da Câmara de Faro quer que a época balnear nas praias da capital algarvia – Faro, Deserta, Farol e Culatra – seja encurtada num mês, uma medida justificada pela sua escassa utilização na primeira quinzena de junho e última de setembro.

De acordo com a proposta, em vez de quatro meses – de 01 de junho a 30 de setembro -, a época balnear passaria a ter três meses – de 15 de junho a 15 de setembro -, altura em que a vigilância nas praias é mais necessária.

Carlos Gonçalves, da direção da Estalagem Aeromar, na praia de Faro, considera a redução da época balnear uma “má medida” porque a partir de maio “já há pessoas na praia”, acrescentando que o encurtamento “pode originar falhas em certos serviços”.

“Em termos turísticos não abona em nada o concelho que já foi ultrapassado por outros que tomam iniciativas de vanguarda”, refere, sublinhando que a medida ainda vai “evidenciar mais a sazonalidade” em Faro.

Opinião semelhante tem João Rosa, proprietário do quiosque “O Vezinh”, que se queixa de ter que pagar a licença para a esplanada o ano inteiro apesar de a época balnear agora poder passar de quatro para três meses.

“É mais uma machadada para o negócio a acrescentar à retirada de lugares de estacionamento na praia, ao comboio turístico e às restrições de trânsito durante a altura da concentração de motos”, resume.

Um dos funcionários do café Paquete, David Oliveira, disse também à Lusa não concordar com a redução da época balnear, medida que diz ser uma maneira de "estragar" a praia de Faro.

Susana, outra das funcionárias do mesmo café, considera que "não se devia poupar na segurança" e que a redução da época balnear pode ainda afetar a limpeza da praia que já é "má".

Macário Correia assegurou, contudo, em comunicado, que a alteração da época balnear “não põe em causa a segurança dos utentes” e que no período mais intenso de ocupação das praias os meios de vigilância serão reforçados.

Lusa

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