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Em comunicado conjunto, a Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT) e a Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA) mostraram-se também apreensivas pelas “graves consequências criadas pelas imagens de confusão junto às portagens” durante o fim de semana da Páscoa. Ontem tinham já sido várias as vozes que se levantaram contra este sistema que dizem prejudicar não só o turismo mas também a imagem de Portugal no estrangeiro.

Assim, as duas associações mostraram também as suas preocupações numa carta dirigida ao primeiro-ministro, na qual apelam a uma intervenção urgente para resolver a situação”.

A APHORT e a AIHSA apresentaram recentemente uma proposta à Estradas de Portugal (EP), no sentido de os turistas estrangeiros poderem pagar as portagens nos hotéis e restaurantes, através de cartões de débito ou de crédito, nos terminais usados para o pagamento das despesas.

Por seu turno, a Comissão Política Distrital do CDS/PP Algarve também criticou a inoperacionalidade do sistema de cobranças e os prejuízos que daí resultam para a região. Os centristas algarvios consideram "degradantes" as imagens registadas no fim-de-semana junto à fronteira, classificando-as como de um "país de terceiro mundo, com filas intermináveis de turistas ao sol e à chuva a tentarem proceder ao pagamento na fronteira de Vila Real de Santo António".

O CDS/PP do Algarve exige que as autoridades esclareçam "as anomalias registadas" durante a Páscoa e aconselha o Governo "a rever a cobrança de portagens na Via Infante de Sagres". "Depois da quebra de tráfego na A-22 após a introdução das portagens, aconselharia o bom senso que esta via voltasse a estar isenta", conclui o CDS/PP.

Liliana Lourencinho com Lusa

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